Cultura

LGBTs celebram o Orgulho no Parque dos Bilhares nesta quarta

Aos poucos várias cidades americanas eram tomadas por manifestações LGBT e foi assim que tudo começou – Divulgação

A invasão policial ocorrida no bar Stonewall Inn em Nova Iorque (EUA na noite do dia 28 de junho de 1969 foi o capítulo inicial dessa história. Após tamanha violência a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis que frequentavam o bar iniciou uma ampla mobilização marcada de muita luta por direitos. Em Manaus para celebrar a liberdade e dar visibilidade às questões LGBT será produzida uma programação que mistura cinema, performances, videomapping, música, pic-nic, campanhas e também quadrilha, afinal estamos em pleno festejo junino. O evento começa quarta-feira (28), a partir das 17h, no Anfiteatro do Parque dos Bilhares, entre a Av. Djalma Batista e Constantino Nery.

Uma ação totalmente colaborativa e gratuita. As apresentações contam com participação do vloger Pepê do canal Vlogay onde apresentará também o lançamento da música #VemCáManinha. A sonoridade fica sob comando do Projeto Aram, Karla Seixas, Rebecca Grana. Além da discotecagem da DJ Alana Zuany, DJ Naty Veiga, DJ Thiago Costa e DJ Guilhermo.

Em 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU), levantou dados sobre 76 países do mundo onde ter um parceiro do mesmo sexo ainda é considerado crime.

Outras atividades serão realizadas como o Cineclube Tudo Muda Após o Play com exibição de curtas-metragens e do longa Stonewall, do diretor Roland Emmerich. Ainda haverá uma tenda para montação de Drag com direito a Free style de Drag Queen e Drag King e quadrilha junina, kanauã companhia de dança, performance de Fran Martins, Maria Moraes e Emerson Munduruku. Videomapping com Paulo Trindade e Felipe Fernandes.

O evento também propõe realizar um pic-nic colaborativo com a participação de todos e estimular uso de bicicleta, uma iniciativa puxada pelo movimento Massa Crítica Manaus. Uma diversidade de campanhas poderão ser visualizadas pelo público como Combate a violência e segurança, Prevenção Combinada, Saúde, Trabalho e Emprego, Educação e muita Cultura LGBT

Em 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU), levantou dados sobre 76 países do mundo onde ter um parceiro do mesmo sexo ainda é considerado crime. No Brasil, o casamento homoafetivo é estendido a todo o país desde maio de 201

No Amazonas, cerca de 3 pessoas são assassinadas por mês vítimas de LGBTfobia.

3, quando entrou em vigor a Resolução 175, de 14 de maio de 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apesar de já garantir esse direito, o Brasil ainda está entre os que mais matam por homofobia. O preconceito contra LGBTs, mata a cada 25 horas no país. As agressões se configuram de maneira verbal e física, discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero, violência psicológica, constrangimento, ameaça e morte. De maneira geral os agressores são colegas de sala, professores, parentes, vizinhos, equipe de trabalho e desconhecidos.

No Amazonas, cerca de 3 pessoas são assassinadas por mês vítimas de LGBTfobia, segundo dados de 2014 da Secretaria de Segurança do Estado. Há uma luta pela inserção da identidade de gênero no formulário dos boletins de ocorrência para gerar estatísticas mais atualizadas sobre os casos de violência.

O “Orgulho” é uma realização do Manifesta LGBT+, Miga sua Loka e Coletivo Difusão com apoio da SEMMAS Prefeitura de Manaus, Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Estado do Amazonas, Vlogay e movimentos LGBTs do Amazonas.

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Subir