Política

Levy afirma que Banco Central deve continuar vigilante em alta de preços

O ministro Joaquim Levy afirmou nesta quarta-feira (3), em Paris, onde participa de uma série de encontros na sede da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que o Banco Central brasileiro deve continuar vigilante quanto ao aumento dos preços.


“É importante que o Banco Central continue vigilante para evitar que aumento de preços não se transforme em processo inflacionário”, afirmou o ministro da Fazenda.

A declaração de Levy foi feita horas antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que, segundo analistas, deve decidir por novo aumento de juros. O ministro justificou a subida em alguns preços.

“A gente sabe que foram feitos diversos alinhamentos de preços necessários. A gente sabe que faltou água, isso explica porque o próprio preço da água subiu como em São Paulo, em todo o Estado. É normal que em situação de escassez tenha reflexo no preço”, disse.

Levy afirmou que não sabe como a situação hídrica vai ficar no ano que vem. Mas ele prevê menos dificuldades no caso de energia elétrica.

Para o ministro, alguns desses aumentos de preços podem se reverter na medida em que as condições da oferta também se ajustem.

O importante nesse processo, salientou Levy, é que o BC continue vigilante para evitar que o aumento de preços que pode ocorrer não se transforme em processo de inflação.

O governo assinou nesta quarta (3), em Paris, um acordo-quadro que vai aproximar o Brasil da OCDE, que reúne 34 países, na sua maioria, ricos.

Um dos focos da OCDE é a eficácia nos gastos públicos. Indagado sobre se o governo vai buscar medidas para melhorar a eficácia, o ministro disse que a reticência do Congresso em aumentar os impostos sinalizou ao governo de que será preciso estar mais atento aos gastos.

“O Congresso tem reticência em aumentar os impostos. É um sinal de que temos que estar atentos aos gastos”, disse ele.

Segundo o ministro tanto a liderança da Câmara quanto do Senado “têm passado esta mensagem”.

Por Folhapress

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