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‘Lava-Jato Amazonas’ pode ser confirmada com investigação

O presidente da ADPF, Carlos Sobral, afirmou no simpósio contra a corrupção que não tem informações sobre novos alvos – foto: Diego Janatã

O presidente da ADPF, Carlos Sobral, afirmou no simpósio contra a corrupção que não tem informações sobre novos alvos – foto: Diego Janatã

Durante a abertura do 1º Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, que aconteceu nesta quinta-feira (7), no Hotel Tropical, o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) e organizador do encontro, Carlos Sobral, afirma que a possibilidade da “Operação Lava Jato” chegar ao Estado do Amazonas depende das investigações.

O evento, que finaliza hoje, tem o objetivo debater o atual cenário político-econômico do país e cobrar o avanço da Proposta de Emenda à Constituição nº 412/2009, que fornece ao diretor geral da polícia federal, autonomia administrativa e financeira.

Além de Sobral, o primeiro dia de evento contou  também com a participação de autoridades nacionais, como o Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas. No encontro também estavam presentes entidades do estado como a do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Segurança Pública (SSP) e Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

O presidente da ADPF diz que essa é uma campanha para aprovação da PEC 412/2009 que estabelece a Polícia Federal autonomia administrativa, financeira e orçamentária e, atualmente, tramita no Congresso Nacional. “A PF é uma das poucas instituições de estado brasileiro que ainda não possui uma lei orgânica e que não tem regulamento do seu funcionamento para garantir da autonomia de propor um orçamento. Essa campanha foi levantada em março seguindo até novembro desse ano, sendo realizado em todo o estado brasileiro, discutindo temas relativos a corrupção e como nós podemos melhorar aperfeiçoando as ferramentas e as instituições”, ressaltou.

O ministro do TCU, Bruno Dantas afirma sentir-se satisfeito em discutir o tema que incomoda e aflige não só o amazonense, mas todos os brasileiros. Ele destaca que durante as operações, o órgão  tem dado as mãos a Polícia Federal, Ministério Público, Controladoria Geral da União, para combater a corrupção. “Nós temos a convicção de que trabalhar isoladamente não produz melhores resultados, e o que nós viemos trazer hoje a Manaus é essa visão, para que as instituições continuem trabalhando de mãos dadas, em prol de um saldo positivo”, disse.

Um dos exemplos citados por Dantas sobre trabalho em conjunto foi o caso da refinaria de Pasadena, que nas auditorias do TCU realizadas foram constatadas transações irregulares, uma vez que ela foi adquirida por U$ 50 milhões e depois vendida por menos; resultando em um prejuízo para Petrobras de U$ 800 milhões. “Temos aí um cardápio imenso que mostra a efetividade desse trabalho de integração e interação entre as instituições republicana.

‘Lava-Jato Amazonas’

Questionado sobre uma possível edição da “Operação da Lava-Jato” no Amazonas o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Carlos Sobral, afirma que a operação está centralizada nas regiões  Sul e Sudeste, pois foi detectado desvio de negócios públicos em larga escala, envolvendo autoridades de todos os poderes. “Entretanto a operação é sigilosa e não temos informações de futuros alvos, mas, não posso dizer que sim e não de uma possível “Lava-Jato” aqui no Amazonas”.

Carlos Sobral cita que a “Operação Lava-Jato” está há dois anos em curso, sendo a maior investigação policial da história do Brasil e, que, agora há uma preocupação de um esvaziamento e desgaste da operação. Sobral afirma que fará de tudo para manter a vigilância e ficar atento, para manter toda a energia canalizada sem perder a velocidade.

Quanto a possibilidade das investigações do Estado estarem entrelaçadas em uma possível irregularidade nas obras que envolva a Petrobras, O ministro Dantas, explica que a catalogação do Tribunal de Contas da União não é por estado e sim por obras. Ele ressaltou que não há nenhuma limitação territorial para irregularidades. . “Isso não significa que atos irregulares não podem ter sido praticados aqui no Amazonas”, salientou.

 

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