Dia a dia

Laudo sobre morte de Deusiane aponta falta de elementos para validar homicídio

Exame na mão da soldado Deusiane da Silva Pinheiro, 26, só foi realizado por solicitação da mãe da vítima – foto: divulgação

Laudo pericial da morte da soldado PM Deusiane da Silva Pinheiro, ocorrida no dia 1 de abril deste ano. – foto: divulgação

O Departamento de Polícia-Técnico Científica (DPTC) da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) entregou na manhã desta quinta-feira (3) à Diretoria de Justiça e Cidadania da Polícia Militar do Amazonas (DJC/PMAM) uma cópia do laudo pericial da morte da soldado PM Deusiane da Silva Pinheiro, ocorrida no dia 1 de abril deste ano.

O documento afirma que “analisando todas as versões e depoimentos das testemunhas, aliadas aos resultados obtidos dos exames complementares, laudo cadavérico e laudo de local de crime observa-se a falta de elementos de convicção técnico-científica, que permitissem validar a hipótese homicídio”.

O laudo foi entregue pelo diretor do DPTC, Jefferson Mendes, ao diretor da DJC/PMAM, coronel Hildeberto de Barros Santos, para ser anexado ao inquérito militar aberto pela Polícia Militar do Amazonas, que instaurou investigação sobre o caso.

Devido a complexidade do caso, de acordo com Jefferson Mendes, foram feitas a solicitação de seis laudos periciais: o laudo do local de crime, necroscópico, balística, residuográfico, de informática e reprodução simulada (reconstituição).

“Neste caso, a perícia contou ainda com um exame internacional que é o Luminol, usado para detectar vestígios de sangue em alguns objetos mesmo que o local tenha sido limpo de alguma forma”, disse.

Relembre o caso
Quatro dias após ser espancada pela mulher do ex-amante, o cabo da Polícia Militar Elson Santos de Brito, 36.

A soldado PM Deusiane da Silva Pinheiro, 26, foi encontrada morta dentro da sede do Pelotão Fluvial, na estrada da Praia Dourada, bairro Tarumã, Zona Oeste. A família acusa o ex-amante dela o cabo da Polícia Militar Elson Santos de Brito, 36, de tê-la matado, uma vez que a vítima vinha sendo ameaçada por ele, que era casado e não aceitava o fim do relacionamento.

Com um tiro de pistola PT.40 na cabeça, o corpo da vítima foi encontrado em um dos barcos do Batalhão Ambiental, minutos depois do disparo. Inicialmente, a PM havia informado que a soldado tinha cometido suicídio. No entanto, a informação descartada pela mãe da vítima, a doméstica Antônia Assunção, 56. “Ele vivia ameaçando-a e chegou a espancar a minha filha com a ajuda da mulher dele”.

A mãe da soldado disse que, minutos depois do crime, a companheira de Elson, identificada como Lídia Ramos, ligou para ela comunicando que a filha estava morta. No telefonema, a mulher disse que tinha avisado que Deusiane ia morrer.

 

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