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Laudo da Cosama aponta que água distribuída em Tabatinga não está contaminada

Surto de diarreia identificado no município, levou a Fundação de Vigilância Sanitária a recolher amostras do material, mas conforme análises da empresa produtos está ok - foto: reprodução

Surto de diarreia identificado no município, levou a Fundação de Vigilância Sanitária a recolher amostras do material, mas conforme análises da empresa produtos está ok – foto: reprodução

A Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) negou que estivesse faltando cloro em Tabatinga (a 1,105 quilômetros de Manaus) e descartou a possibilidade de que o surto de diarreia na população esteja ligado a contaminação da água. De acordo com o diretor-presidente da empresa, Heraldo Câmara, ao tomar conhecimento do surto de diarreia no município, ele destacou um bioquímico da empresa para atuar com a Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM) e coletar amostra de água para realizar uma avaliação. A amostra que já está pronta constatou que a água fornecida pela empresa não está contaminada e que a mesma se encontra dentro dos padrões de potabilidade.

“Não temos confirmado que os casos de diarreia ocorridos estejam ligados a água, embora sabemos que, aproximadamente, 60% da população de Tabatinga consome água oriunda de poços e cacimbas feitos em sua residência, sem tratamento e por isso, de qualidade duvidosa. No entanto, podemos garantir que a água produzida na estação de tratamento da Cosama, atende aos padrões de potabilidade de água”, afirmou.

Câmara explicou que o sistema de abastecimento de Tabatinga opera com uma estação de tratamento de água tipo convencional, com as etapas distintas de coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfestação funcionado 24 horas por dia, com uma vazão de 540 mil litros de água por hora. “Esta estação de tratamento de água foi recentemente inaugurada e substitui a antiga estação de tratamento de filtração ascendente. Operando normalmente desde o final de 2014. Temos observado que a qualidade da água produzida é boa, e isso é confirmado pelo controle de qualidade da água”, informou.

Ele também destacou que na antiga estação de tratamento havia um laboratório de análise fisioquímico e microbiológico que foi depredado recentemente por vândalos que adentraram o sistema de tratamento de água. Parte da estrutura física e alguns equipamentos foram destruídos. “Para controlar essa situação estamos construindo um novo laboratório em uma nova área da estação de tratamento, o que nos irá ajudar no controle total da qualidade da água, visto que hoje, parte das análises são feitas na agência do município de Benjamim Constant”, pontuou.

 

Por Michelle Freitas

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