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Laudo aponta que digitais encontradas na arma que matou ‘mulher PM’ não pertencem a ela

A soldado Deusiane Pinheiro, 26,  foi encontrada  morta no dia 1° de abril deste ano - foto: arquivo pessoal

A soldado Deusiane Pinheiro, 26, foi encontrada morta no dia 1° de abril deste ano – foto: arquivo pessoal

A família da soldado Deusiane Pinheiro, 26, encontrada morta nas dependências do Pelotão Fluvial da Polícia Militar, no dia 1º de abril deste ano, teve acesso ao laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil (IC), que comprova que arma que estava na mão dela, pertencia a outra pessoa, possivelmente o soldado identificado como ‘Elton’, que também trabalha no pelotão fluvial,  apontado pela família da vítima como autor do crime.

Segundo uma das irmãs de Deuziane, a auxiliar administrativa, Cláudia Angelim, 34, após o resultado do laudo, não resta mais dúvidas para a família da soldado de que não houve suicídio, mas sim um assassinato.

Na manhã desta quarta-feira (3), os advogados da família da vítima foram até à sede do  Ministério Público do Amazonas (MP-AM) pedir providências. “Queremos que as autoridades tomem providencias em relação a morte da minha irmã, porque já está mais do que provado, que ela não se matou. Ela foi assassinada de forma covarde e cruel. A Polícia Militar só sabe dizer que está apurando o caso. Queremos justiça!”, disse.

Cláudia disse ainda que sua família vem sendo ameaçada de morte desde que as investigações mudaram de rumo e começaram a apontar para um possível homicídio. De acordo com ela, na noite desta terça-feira (2), um motoqueiro chegou a ir na frente de sua residência, onde efetuaram vários tiros para o alto.

“Esse é o sexto Boletim de Ocorrência que minha família faz, já que estamos sendo ameaçados de morte. Não sabemos quem está fazendo isso, mas deve ser alguém que não quer que a verdade apareça”, comentou.

Em nota, a  Polícia Militar do Amazonas, informou que “desde o início do caso, todos os fatos estão sendo apurados através de um Inquérito Policial Militar (IPM). A previsão é que o procedimento seja encerrado no dia 11 de junho e  encaminhado à Justiça Militar Estadual que deve adotar os procedimentos pertinentes. Quanto ao militar envolvido no caso, informamos que este também está arrolado na investigação do IPM e que presta serviço administrativo no Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb)”.

Por Michelle Freitas (equipe Agora)

 

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