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Laboratório de Paris é o plano B para realizar testes antidoping da Rio-2016

Segundo a Folha apurou, a suspensão do LBCD se deu por erros técnicos, e não por defasagem de aparato - foto: divulgação

Segundo a Folha apurou, a suspensão do LBCD se deu por erros técnicos, e não por defasagem de aparato – foto: divulgação

Depois do anúncio de que o LBCD (Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem), no Rio, está suspenso, o Comitê Organizador dos Jogos do Rio já trabalha com o plano de realizar os testes antidoping fora do país.

A Folha apurou que o plano B dos organizadores é o laboratório de Paris, na França, que é credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping). O que conta a favor é que, em agosto, o laboratório estará em férias e poderia absorver a demanda.

A expectativa é a de que sejam realizados entre 5.000 e 6.000 testes antidoping durante a Olimpíada, de 5 a 21 de agosto.

Caso o uso de um laboratório no exterior seja necessário, haverá demora no processamento das amostras de sangue e urina.

Se no Rio elas seriam analisadas quase instantaneamente, entre o envio a Paris e o anúncio dos resultados haveria uma espera de até cinco dias.

Seria um expediente semelhante ao adotado durante a Copa do Mundo de 2014. Como o laboratório carioca estava sem certificação à época, as análises foram enviadas ao laboratório de Lausanne, na Suíça.

Uma outra hipótese aventada pelo comitê organizador dos Jogos do Rio é trazer técnicos do exterior, com confiança da Wada, para operar os equipamentos e o laboratório.

Segundo a Folha apurou, a suspensão do LBCD se deu por erros técnicos, e não por defasagem de aparato.

O LBCD foi totalmente reformado após investimento de R$ 188 milhões do governo federal. Do total, o Ministério do Esporte bancou R$ 160 milhões e o Ministério da Educação, R$ 28 milhões. Os desembolsos cobriram a construção de um novo prédio para instalá-lo e a compra de equipamentos.

As autoridades brasileiras têm 21 dias a contar da notificação, na quarta-feira (22), para recorrer à CAS (Corte Arbitral do Esporte) e tentar reverter a decisão da Wada.

Por Folhapress

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