Dia a dia

La Muralla prende mais um membro da facção FDN

'Mão Branca' foi capturado em um condomínio de luxo, no bairro Barra da Tijuca, na capital carioca - foto: divulgação

‘Mão Branca’ foi capturado em um condomínio de luxo, no bairro Barra da Tijuca, na capital carioca – foto: divulgação

Procurado pela Polícia Federal (PF) desde a deflagração da operação La Muralla, no último dia 20 de novembro, um dos pistoleiros da facção criminosa Família do Norte (FDN), Josias Cruz Barroso, o “Mão Branca”, 25, foi preso quarta-feira (9) pela PF do Rio de Janeiro (RJ), com vários comprimidos de ecstasy e documentos falsos.

“Mão Branca” foi capturado em um condomínio de luxo, no bairro Barra da Tijuca, na capital carioca. No momento da prisão, os agentes federais encontraram com ele uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa, cujo nome no documento era de Bernardino do Rego Júnior, além de duas porções de ecstasy, a droga sintética de usuários de alto padrão aquisitivo.

De acordo com a PF, o suspeito é acusado de comandar a distribuição de drogas do Amazonas – da facção criminosa – aos Estados do Ceará, Pará, Rio de Janeiro e Maranhão, onde há uma forte influência da FDN. O esquema de envio funciona por via aérea, por meio de mulas do tráfico, especialmente mulheres de baixa renda que são aliciadas para realizar o transporte pelo valor de R$ 2 mil.

A PF-AM informou que “Mão Branca” vai permanecer preso na unidade prisional Ary Franco, no Rio de Janeiro, juntamente com outro membro da FDN, André Arapapá, que também foi preso na cidade carioca em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal.

Operação

A PF desencadeou a operação La Muralla em 20 de novembro, quando 70 pessoas foram presas, entre elas seis advogados e membros da facção criminosa Família do Norte (FDN). Durante a operação a polícia apreendeu na casa de traficantes armas, drogas, 25 carros de luxo e uma motocicleta, além de R$ 880 mil e U$S 700 dólares.

A operação de âmbito nacional e internacional ocorreu também nas cidades de Tonantins e Tabatinga (AM); Crateús, Caucaia e Fortaleza (CE), Boa Vista (RR) no Rio de Janeiro (RJ). A ação, que teve o apoio da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), ocorreu ainda no Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia.

Por Thaís Gama

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