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Kombis e vans realizam transporte clandestino nas zonas Norte e Leste de Manaus

O serviço irregular conta com a aprovação dos usuários. SMTU se esforça para combater ilegalidade – foto: Josemar Antunes

O serviço irregular conta com a aprovação dos usuários. SMTU se esforça para combater ilegalidade – foto: Josemar Antunes

Com passagem que custa até a metade do valor cobrado pelo transporte regular (R$ 3), donos de vans e Kombis desafiam a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), operando livremente nas zonas Norte e Leste, as mais populosas de Manaus.

O valor da passagem é o atrativo do serviço, que atrai centenas de passageiros. Ao EM TEMPO, proprietários de veículos flagrados na manhã dessa quarta-feira declararam que o faturamento chega até a R$ 20 mil por mês.

Na Zona Leste, os veículos partem do estacionamento de um posto de combustíveis na alameda Cosme Ferreira, bairro São José, com destino ao bairro Colônia Antônio Aleixo, na mesma zona. Ontem, passageiros se aglomeravam para pegar o transporte.

Na Zona Norte, a procura pelo transporte clandestino também é intensa. As vans e Kombis trafegam pelas avenidas Autaz Mirim com destino ao bairro Cidade de Deus; avenida Margarita, bairro Nova Cidade; e alameda Rio Branco, no bairro Monte das Oliveiras. O EM TEMPO também flagrou Kombis-lotação pela avenida Torquato Tapajós, nas proximidades da comunidade Parque São Pedro, bairro Campo Sales.

O carpinteiro Manoel Carlos Seixas, 49, disse que prefere a opção da Kombi-lotação por ser mais barata e mais rápida. “O serviço de transporte coletivo em Manaus é péssimo. Já a Kombi-lotação, por mais que seja irregular, é muito mais barata e nunca tive problemas. Só utilizo a linha regular se passar na hora e se o ônibus não estiver lotado”, declarou o carpinteiro.

A diarista Edna Mesquita, 38, também utiliza o transporte clandestino. “Vou e volto ao trabalho utilizando o transporte ilegal e não tenho do que reclamar”, revelou. “Nunca cheguei atrasada no trabalho, enquanto que no ônibus coletivo enfrento a condução lotada e muitas vezes o veículo quebra no percurso, causando atraso na chegada ao trabalho”, observou.

Fiscalização
Responsável pela fiscalização no transporte coletivo, a SMTU, por meio de uma nota, informou que a fiscalização contra irregularidades nos serviços de transporte coletivo faz parte da rotina de atividades do órgão e é realizada diariamente.

“Em 2015, foram apreendidos 578 veículos por irregularidades diversas (não apenas clandestinos) em várias modalidades de serviço”, destacou. Desse total, 374 que prestavam serviço de transporte de passageiros sem autorização eram táxis, transporte escolar, Kombi-lotação e motocicletas que circulavam como mototáxi.

Além da apreensão, foram aplicadas multas aos condutores de 40 UFMs (Unidade Fiscal do Município), equivalente a R$ 3.718,80 – o valor atual de uma UFM é de R$ 92,97. Segundo a SMTU, a fiscalização só é feita com apoio da Polícia Militar.

Por Josemar Antunes

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