Cultura

Kirsten Stewart vive mulher proibida de amar em novo filme distópico

os jurados do 72º Festival de Cinema de Veneza, mostra na qual o longa americano fez sua estreia mundial disputando o Leão de Ouro- foto: divulgação/Internet

os jurados do 72º Festival de Cinema de Veneza, mostra na qual o longa americano fez sua estreia mundial disputando o Leão de Ouro- foto: divulgação/Internet

O filme ‘Equals’, de Drake Doremus, se passa no ambiente favorito do público adolescente -um futuro distópico- e é coprotagonizado por uma musa que se firmou numa saga teen, a atriz Kristen Stewart, de ‘Crepúsculo’.

Mas é outro tipo de faixa etária a das pessoas que ele busca seduzir: os jurados do 72º Festival de Cinema de Veneza, mostra na qual o longa americano fez sua estreia mundial disputando o Leão de Ouro.

“Equals” é uma alegoria futurista sobre uma sociedade repressora que proíbe seus indivíduos de expressar emoções e de se apaixonar. Silas (Nicholas Hoult) e Nia (Kristen Stewart) acabam se enamorando e terão de esconder o relacionamento para que não sejam duramente punidos.

“Não é uma grande elucubração ideológica ou filosófica sobre os rumos da sociedade. A ideia era retratar o poder de transcendência do amor, que é a droga mais poderosa que temos”, afirmou Doremus após a exibição do filme.

Amor, aliás, que o diretor afirma ser uma preocupação central em sua filmografia. ‘Equals’ completa uma trilogia sobre o tema, que perpassa ‘Loucamente Apaixonados’ (2011) e ‘Paixão Inocente’ (2013) -o primeiro, vencedor do prêmio do júri em Sundance.

“O amor prevalece” também pairou como uma espécie de mantra na boca de Hoult e Stewart, presentes na conferência de imprensa em Veneza. “A ideia de que cada um estava disposto a morrer pelo outro, sabe?”, disse a atriz. “É a luta contra os revezes”, completou o ator.

A sociedade do futuro em ‘Equals’ (‘iguais’) trata a paixão como uma doença grave: atrapalha a ordem social e deve ser combatida com eletrochoques e encarceramento ao primeiro sinal de demonstração de algum afeto.

Nia é uma espécie de ‘pária no armário’: tem seus pequenos momentos de sensibilidade e sabe o quanto precisa escondê-los. Silas vai descobrindo o perigo aos poucos.

Citando referências cinematográficas como ‘Blade Runner’ (1982) e ‘Fahrenheit 451’ (1966), Doremus retratou no filme um futuro que é minimalista e monocromático —todo puxado para o branco. Comforme, os dois personagens vão se apaixonando, aparecem mais cores.

Doremus também investiu pesado em cenas que são close-ups nos rostos dos atores (‘foi o set mais calmo onde já trabalhei’, conta Hoult) e em música instrumental para amplificar as emoções dos personagens.

“Acho que isso ajuda na criatividade, a música te transporta de um universo para outro”, disse o diretor. “Para mim é muito difícil explicar as emoções e adjetivos, então uso a música para ser compreendido.”

Por Folhapress

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