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Justiça ouve condutor que causou a morte de 2 jovens em acidente na BR-174; sentença deve sair em até 20 dias

À época do acidente, Brenda Braga e Raysa Brito tinham 21 anos – foto: reprodução/arquivo pessoal

À época do acidente, Brenda Braga e Raysa Brito tinham 21 anos – foto: reprodução/arquivo pessoal

O condutor Thiago Fish Pinto, 24, foi ouvido na manhã desta quinta-feira (12) pela juíza titular da Vara Especializada em Crimes de Trânsito, Luíza Cristina Nascimento, no Fórum Ministro Henoch Reis, Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, em nova audiência de instrução e julgamento sobre o caso do acidente de trânsito que resultou na morte das universitárias Brenda Braga Batista de Sousa e Raysa Rossi Brito Claudino.

A fatalidade ocorreu no dia 3 de janeiro de 2015, no quilômetro 55 da BR-174, sentido Presidente Figueiredo-Manaus, quando veículo conduzido por Thiago, uma Pajero Dakar, de placa OAO -3637, capotou e caiu em um barranco na BR-174, mantando as jovens, à época com 21 anos. Laudo emitido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) atestou que o carro trafegava a 140 quilômetros por hora.

Essa foi a segunda audiência sobre o caso. Na primeira, ocorrida dia 24 de abril, os sobreviventes do acidente prestaram depoimentos e Thiago foi intimado novamente pela Justiça a depor.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio culposo, lesão corporal culposa, condução perigosa por influência de álcool ou substância que comprometeu sua capacidade psicomotora, além da violação da suspensão de dirigir, previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

No depoimento de hoje, que começou às 9h e terminou às 11, Thiago voltou a dizer que não estava embriagado e que o acidente foi provocado por outro veículo que cortou a sua frente. Ele saiu do prédio sem falar com a imprensa.

A juíza Luíza Cristina Nascimento vai agora analisar os memorial dos autos do processo e tem entre 15 e 20 dias para emitir a sentença, o que deve ocorreu na primeira quinzena de junho.
As mães das duas vítimas fatais do acidente acompanharam a audiência de hoje esperançosas de que a Justiça puna o culpado pela morte de suas filhas.

“Isso não foi um acidente, foi um crime. Queremos que ele pegue a pena máxima. Nós da família não podemos ser penalizados sozinhos. Ele tem que pagar pelo que fez. O Thiago sabia do risco de beber e dirigir e mesmo assim não se importou com a vida dos passageiros daquele carro. Hoje sofro com a ausência da minha filha, minha liberdade mental foi aprisionada a essa tragédia e assim espero que a dele seja”, disse a mãe de Raysa Brito, Rossineide Brito.

“A minha expectativa é que essa história tenha um fechamento justo hoje, que essa espera pela condenação do culpado da morte da minha filha seja anunciada. Essa demora tem sido um sofrimento muito grande”, comentou Antônia Batista, mãe de mãe da Brenda Braga.

Ela também ressaltou que as famílias esperam uma explicação do Departamento nacional de Trânsito no Amazonas (Detran-AM) ou do governo do Estado, sobre os desaparecimentos dos pontos da carteira de motorista de Thiago.

“No dia do acidente, ele tinha 48, hoje ele tem somente 32. Desde essa tragédia, esse moço vem sendo blindado. A família dele, no dia do acidente, não deixou que fizessem nenhum exame de sangue que comprovasse a embriaguez. Mas acredito na Justiça e sei que ele será condenado, caso contrário, entraremos com novos recursos para que seja novamente avaliado o processo”, comentou.

Por equipe EM TEMPO Online

Colaborou Gerson Freitas

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