Política

Justiça nega habeas corpus a Jorge Zelada, ex-diretor da Petrobras

 

O ex-diretor nega as acusações -foto: divulgação

O ex-diretor nega as acusações -foto: divulgação

O Tribunal Regional Federal em Porto Alegre negou, em decisão divulgada nesta terça-feira (14), a libertação do ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada, preso sob suspeita de participar de um esquema de corrupção na estatal.

O juiz federal Nivaldo Brunoni, responsável pela decisão, argumentou que há “um extenso conjunto probatório” que respalda a prisão preventiva de Zelada, que liderava a área Internacional da estatal. O ex-diretor nega as acusações.

Os advogados do ex-diretor, detido há duas semanas, argumentavam que não havia evidências de risco à ordem pública nem de reiteração de crimes, que foram os motivos para que o juiz Sergio Moro aplicasse a medida.

Segundo eles, as contas correntes investigadas pela PF já foram encerradas há mais de seis meses. Dizer que poderia haver outras contas com valores ilícitos seria “mera suposição do magistrado”. Zelada também não representaria risco de fuga, já que foi preso em casa, sem oposição.

Brunoni, porém, entendeu que “há clara tentativa de dificultar a identificação dos ativos e eventualmente o seu repatriamento”, já que Zelada transferiu dinheiro entre contas no exterior após a deflagração da Operação Lava Jato.

O magistrado ainda aponta relatórios de auditoria da própria Petrobras e documentos de transações financeiras como indícios de autoria de Zelada no esquema de corrupção.

Cabe recurso da decisão.

Por Folhapress

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