Economia

Justiça do Trabalho afasta Santana da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas

A liminar foi cumprida pelo oficial de jústiça o oficial de justiça Arquibaldo de Sá Teixeira - foto: Marcio Melo

A liminar foi cumprida pelo oficial de justiça o oficial de justiça Arquibaldo de Sá Teixeira – foto: Marcio Melo

Atual presidente do diretório estadual do partido dos Trabalhadores (PT-AM), Valdemir de Souza Santana, foi afastado, liminarmente, da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) no início da tarde desta segunda-feira (26). O afastamento foi determinado pelo juiz plantonista da 12ª Vara do Trabalho de Manaus, Adilson Maciel Dantas, devido a inúmeras denúncias de irregularidades na última eleição da entidade, ocorrida em abril desde ano. Além de Valdemir Santana, toda a diretoria do sindicato foi afastada.

Uma junta governativa provisória assumirá o comando do sindicato por 90 dias, prorrogáveis por igual período, para apurar as denúncias a fim de que possam ser realizadas novas eleições.

Valdemir Santana, que estava no terceiro mandado à frente do sindicato, não se encontrava na sede da entidade, no momento de cumprimento da ação judicial. Seus advogados informaram que o mesmo estava em uma consulta médica.

A junta governativa que assumiu provisoriamente o Sindicato dos Metalúrgicos é formada por três membros que ficarão responsável de tomar todas as decisões, durante o processo organização da nova eleição.

Um dos advogados do Sindmetal-AM, Thiago Medeiros, informou que a diretoria foi pega de surpresa com a liminar, que segundo ele foi feita de forma errada.

“Foi uma surpresa para toda a diretoria do sindicato, nos causou estranheza o juiz conceder uma liminar sem ouvir o outro lado. Nós vamos recorrer dessa decisão. A diretoria está tranquila e confiante que não houve irregularidade no processo eleitoral e esperamos que essa situação seja resolvida o mais rápido possível”, disse o advogado, acrescentando que os sindicalizados realizaram as denúncias na Justiça, pois muitos querem concorrer às eleições, porém, não obedecem aos critérios do estatuto.

“Para você disputar uma eleição, tem que obedecer vários critérios estabelecidos no estatuto da entidade. Acontece que essas pessoas querem disputar a eleição não se atentam a isso e quando chega perto do pleito não preenchem os requisitos estabelecidos para montar sua chapa e ocorre o que está ocorrendo agora. Eles querem montar uma chapa de qualquer jeito, mas como não conseguem se habilitar, alegam que a eleição teve chapa única, mas isso aconteceu porque foi a única chapa que conseguiu se habilitar junto ao processo eleitoral. Não temos culpa se as outras pessoas não conseguiram formar as chapas”, falou Thiago Medeiros.

Uma confusão foi gerada no momento da liberação do prédio, pois, além da diretoria, outros funcionários de carteira assinada também foram retirados do local, o que deixou algumas pessoas revoltadas.

“Eles constrangeram de forma ilegal os trabalhadores de carteira assinada do Sindicato, a ordem é bem clara, ‘desocupar o prédio retirando os membros da diretoria’, e não tirando os outros funcionários. Dá forma que foi feita constrangeu todos os trabalhadores. Cumpriram o mandado de forma errada, o que foi feito foi desumano, tiram cerca de 17 funcionários de carteira assinada. Vamos tomar uma atitude diante disso”, disse indignado o advogado Thiago Medeiros.

Do outro lado, o oficial de justiça Arquibaldo de Sá Teixeira disse apenas que estava cumprindo uma ordem. “A ordem foi dada e eu estou cumprindo. A ordem diz que o prédio tem que ser desocupado, então, para mim, desocupar é tirar todo mundo. Se eles estão achando errado que façam a petição e digam ao desembargador que a ordem está errada”, falou o oficial.

O presidente da junta governativa provisória, Adriano Simões Mendes, falou que o papel da junta no momento é colher e apurar todas as denúncias que foram feitas contra a gestão de Santana.

“A junta tem o papel, nesse momento, de acolher as denúncias que foram feitas e apurar tudo isso. Temos 90 dias. A partir daí quem pode jugar é a Justiça. A junta não está aqui para assumir nada, não temos nenhum cunho político, o nosso papel é descobri o que está sendo feito com o recurso do sindicato. Além da eleição, existe outras denúncias, mas não queremos expor isso agora. Os trabalhadores não serão prejudicados, nada irá parar, apenas o sindicato estará com uma nova gestão. Vamos trabalhar para que a eleição ocorra ainda este ano”, concluiu Adriano Simões.

Por Mara Magalhães

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir