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Justiça decide hoje sobre comando do Sindicato dos Rodoviários

Disputa para saber quem ficará à frente do comando da entidade deverá ter um desfecho hoje. Grupo autor da ação há duas semanas realizou protesto contra a atual direção do STTRM- foto: arquivo EM TEMPO

Disputa para saber quem ficará à frente do comando da entidade deverá ter um desfecho hoje. Grupo autor da ação há duas semanas realizou protesto contra a atual direção do STTRM- foto: arquivo EM TEMPO

Uma ação judicial que será julgada hoje decidirá se os irmãos Oliveira permanecerão no comando do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM). O processo que já corre há um ano no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) tem como autores os rodoviários que foram agredidos na última sexta-feira (10), no momento em que se preparavam para protestar contra a atual diretoria da entidade.

Um dos rodoviários organizadores do ato, Manoel Magno explicou que a referida ação solicita o afastamento dos irmãos Oliveira, o que teria provocado a agressão ao grupo opositor. Magno ressaltou que em um ato de desespero, o comando da entidade pagou alguns componentes da direção para realizarem o “circo de terror” registrado na manhã do último dia 10.

“Eles negam. Jamais vão se responsabilizar por esse ato de pancadaria gratuita praticada contra nós, que estamos lutando para retirá-los do poder. Com medo de perder a administração, esses mentores conhecido como os ‘irmãos Oliveira’ se perpetuam no comando do sindicato há mais de 18 anos. Foram os responsáveis por esse ato lamentável, onde vários trabalhadores foram covardemente agredidos. Sabemos que muitos diretores receberam até R$ 1,5 mil para agredir o nosso grupo. O presidente da entidade nega que os agressores estejam ligados ao sindicato, mas temos provas que muitos que fizeram isso”, disse Manoel Magno.

Ele destacou, ainda, que o grupo atacado na semana passada dará entrada em mais uma ação judicial contra o sindicato, para que as agressões sofridas pelo grupo dissidente não sejam mais um caso sem justiça. “Não podemos nos calar diante desta situação. Foi uma agressão sem motivos, totalmente covarde. Eu e meus colegas de profissão estamos passando por uma situação bastante complicada. Terei que passar por uma cirurgia, pois quebraram o meu nariz. Não estou conseguindo comer e nem dormir direito. Outro colega está com sério problema de respiração após apanhar deles. Cobraremos na Justiça mais esse episódio”, finalizou Manoel.
Negação

O presidente do STTRM, Givancir Oliveira, afirmou que nenhum dos manifestantes agredidos na semana passada é rodoviário. Ele destacou também que o ato realizado pelos dissidentes, seria uma encenação para forjar uma prova que seria anexada ao processo a ser julgado hoje. Sobre a agressão, Givancir  alegou que a direção do sindicato não compactuou com o ato em nenhum momento e que abrirá uma sindicância para apurar quem participou da pancadaria. Caso algum diretor seja identificado, o mesmo será expulso da entidade.
“Existe sim essa ação na Justiça, mas foi movida por pessoas que nem rodoviários são. A maioria é dono de empresas de transporte, outros são mototaxistas, mas rodoviários nunca foram”, disse.

Grupo de rodoviários dissidentes utilizou faixa para chamar atenção dos populares- foto: Cecília Siqueira

Grupo de rodoviários dissidentes utilizou faixa para chamar atenção dos populares- foto: Cecília Siqueira

Protesto para chamar atenção

No dia 1º deste mês, o grupo de rodoviários que é  oposição à atual direção do sindicato da categoria realizou uma manifestação, no Terminal da Matriz, no Centro. Munidos de faixas e cartazes e com um carro de som, o grupo pedia a saída dos irmãos Oliveira do comando da entidade, além da insalubridade e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) das empresas que atuam no setor de transporte coletivo.

A intenção do grupo era de chamar a atenção dos populares, segundo os organizadores do protesto, para o que ocorre dentro do sindicato da categoria.

À frente do protesto, Manoel Magno disse à época que a categoria estava cansada da situação de desconforto provocada pelo não pagamento de benefícios trabalhistas. Segundo ele, o comando do sindicato, por sua vez, não fazia nada para reverter o cenário. “Não tem ninguém por trás dessa manifestação aqui. Somos nós enquanto trabalhadores, cansados dessa palhaçada. Nós estamos esquecidos pelos nossos representantes”, contou Magno, acrescentando que 60% da categoria chegou a parar no dia 1º de julho.

Uma semana depois, um novo protesto seria realizado, no Aleixo, Zona Centro-Sul, mas durante a concentração dos participantes o grupo foi agredido, o que fez com que o ato não ocorresse.

Por Gerson Freitas

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