Economia

Juros de fundo do Norte serão reduzidos no Basa

Redução dos juros para empreendedores da Região Norte faz parte da estratégia do governo brasileiro na busca pela estabilização da economia – foto: Ione Moreno

Redução dos juros para empreendedores da Região Norte faz parte da estratégia do governo brasileiro na busca pela estabilização da economia – foto: Ione Moreno

Os juros para tomadores de empréstimos pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (CNO) serão reduzidos para empreendedores do setor não rural. A medida sobre o principal crédito de fomento da região, administrado pelo Banco da Amazônia, foi anunciada pelo Banco Central (BC) a partir da resolução nº 4.470, do Conselho Monetário Nacional (CMN), na qual define os encargos financeiros e o bônus de adimplência a quem pagar em dia as operações contratadas com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento.

O benefício da medida anunciada pelo Banco Central alcançará quem realizou contratações do FNO, no Banco da Amazônia, a partir do dia 14 deste mês e pretende fazê-lo até o dia 31 de dezembro.

A medida do CMN beneficiará, dentre outros, empreendedores com receita bruta anual de até R$ 90 milhões. Neste caso, os encargos financeiros para as operações contratadas para investimento, inclusive com capital de giro associado, passarão a 11,18% ao ano, uma redução de 2,94% em relação a taxa de juros de 14,12% cobrada. E, para quem pagar em dia o financiamento, os juros reduzem ainda mais, chegando a 9,50%, uma espécie de bônus ao empreendedor por manter a adimplência.

“A decisão do Governo contribuirá para a estabilização e recuperação da economia, pois haverá estímulo ao crédito. Com taxas de juros reduzidas, mais projetos tornam-se viáveis, gerando uma cadeia de desenvolvimento, porque se criam mais empregos e se gera mais renda. Para se ter ideia, há taxas agora que são menores que a Selic, que hoje é de 14,25%. É uma redução bastante significativa”, explicou o gerente de Planejamento, Políticas e Normas de Crédito do Banco da Amazônia, Roberto Batista Schwartz

Nos últimos cinco anos, o Basa investiu R$ 11,9 bilhões em créditos de fomento direcionados ao setor não rural, para quem se destina a resolução nº 4.470. Segundo a resolução, a redução das taxas de juros para empreendedores com receita bruta anual acima de R$ 90 milhões passou a ser de 12,95% ao ano, 2,34% menor que os 15,29% até então cobrados. E, para os que manterem em dia o pagamento, os juros ficam em 11,01%.

Para de investimentos de capital de giro e comercialização, os juros serão de 15,89% para empreendedores com receita bruta anual de até R$ 90 milhões. Antes, esse percentual era de 18,20%. E, para os adimplentes, os juros decaem para 13,51%. Aos que necessitem de capital de giro e comercialização e apresentem receita bruta anual acima de R$90 milhões, a taxa passou a ser de 18,24% ao ano, inferior aos então 20,4%, sendo que para os pagamentos feitos dentro do prazo acordado, os juros são ainda mais baixos, no caso, de 15,50%.

Tecnologia

E nas operações destinadas a financiamentos de projetos de ciência, tecnologia e inovação, a taxa de juros passou a ser de 10% ao ano, sendo que com bônus de adimplência a taxa é reduzida para de 8,50% ao ano.

Segundo Roberto Batista Schwartz, a medida do CMN não ocasionará aumento do déficit fiscal, porque não representa despesa primária para o Governo Federal, sendo que tudo será ajustado dentro do patrimônio do próprio FNO. “É importante que a sociedade saiba que não está havendo direcionamento, por exemplo, do orçamento da Educação para essa redução de juros e de nenhum outro setor. Vamos implementar a medida com o próprio patrimônio desses Fundos”, explicou o gerente.

Da redação

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