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Julgamento sobre a direção do sindicado dos rodoviários é adiado por falta de provas

O julgamento do processo que trata da saída da atual direção do sindicato dos rodoviários foi adiado por falta de provas - foto: Ione Moreno

O julgamento do processo que trata da saída da atual direção do sindicato dos rodoviários foi adiado por falta de provas – foto: Ione Moreno

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTM), ainda continua sobre o comando dos irmãos Oliveiras. O julgamento do processo que requer a saída da atual direção da entidade, que estava programado para a manhã de desta quarta-feira (15), foi adiado por faltas de provas, conforme informações do rodoviário Manoel Magno.

O processo que corre há mais de um ano na segunda Vara Civil do Tribunal Regional do Trabalho foi movido por um grupo de rodoviários agredidos na última semana, durante uma manifestação que pede a troca do comando do sindicato.

De acordo com Manoel Magno, a audiência que daria a sentença do processo foi adiada devido à falta de provas que comprovem as acusações feitas aos diretores do sindicato. Na ocasião, o rodoviário afirmou que o novo julgamento está sem data para acontecer.

“Estávamos esperando que a sentença fosse dada hoje, mas o juiz achou melhor adiar o julgamento para que novas provas fossem anexadas ao processo, segundo informações do nosso advogado. Confiamos na seriedade da Justiça e acreditamos que mais cedo ou mais tarde o processo terá um fechamento favorável aos que clamam por mudança”, disse.

Manoel Magno afirmou que o processo que solicita o afastamento dos Oliveiras teria provocado a agressão ao grupo opositor da atual direção do sindicato. Magno ressalta  ainda que em um ato de desespero, o comando da entidade pagou alguns componentes da direção para realizarem o “circo de terror”, registrado na manhã da última sexta-feira (10).

O rodoviário também disse que além desse processo, o grupo atacado recentemente entrará nesta semana com mais uma ação judicial contra o sindicato para que essas agressões sofridas pelos rodoviários não seja mais um caso sem Justiça. “Não podemos nos calar diante desta situação. Foi uma agressão sem motivos. Totalmente covarde. Eu e meus colegas de profissão estamos passando por uma situação bastante complicada. Terei que passar por uma cirurgia, pois quebraram o meu nariz. Não estou conseguindo comer e nem dormir direito. Outro colega está com sério problema de respiração após apanhar deles. Cobraremos na justiça mais esse episódio”, finalizou Manoel.

A reportagem tentou contato com o presidente do sindicato, mas até o momento desta postagem, não obtivemos resposta.

Manifestação

No dia 1º de julho, os rodoviários que são oposição à atual direção do sindicato, realizaram a primeira manifestação que pedia a saída dos irmãos Oliveiras do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) e para cobrar direitos como a insalubridade e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).  Os trabalhadores bloquearam a saída de coletivos do Terminal da Matriz, no Centro de Manaus, com um carro de som e deixando a via completamente parada.

 

Na ocasião, Manoel Magno disse que a categoria estava cansada da situação de desconforto provocado pelo não pagamento de benefícios trabalhistas. Eles afirmaram que o comando do sindicato, por sua vez, não fazia nada para reverter o cenário. “Não tem ninguém por trás dessa manifestação aqui. Somos nós enquanto trabalhadores, cansados dessa palhaçada. Nós estamos esquecidos pelos nossos representantes”, contou Magno, acrescentando que 60% da categoria parou no dia 1º.

Por Gerson Freitas

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