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Audiência sobre ameaças de cabo PM à família de Deusiane é adiada após promotor de julgar suspeito

O crime aconteceu no dia 1º de abril deste ano - foto: reprodução

O crime aconteceu no dia 1º de abril deste ano – foto: reprodução

A audiência do cabo da Polícia Militar Elson dos Santos de Brito, 36, suspeito de ameaçar a família da soldado Deusiane da Silva Pinheiro, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar (BPMAmb), encontrada morta em abril deste ano, foi adiada devido o promotor do caso se julgar suspeito, por conhecer a advogada de defesa da família.

A sessão estava prevista para ocorrer na manhã desta terça-feira (8), no Fórum Central dos Juizados Especiais Desembargador Mário Verçosa, bairro Aparecida, Zona Sul da capital.

O promotor de justiça do 17º juizado especial criminal, Ruy Malveira Guimarães, informou que não tinha conhecimento de quem era a advogada de defesa da família de Deuziane, mas, no momento que viu que se tratava de uma conhecida sua, resolveu não fazer parte do julgamento do caso, pelo fato de sentir suspeito.

Já para a advogada, identificada como Martha Gonzales, o fato de conhecer o promotor não atrapalharia a audiência. “O conheço, já trabalhamos juntos, mas creio que isso não iria atrapalhar de forma alguma o processo, somos profissionais”, disse a advogada.

A irmã da vítima, Claudete Pinheiro, lamenta que não tenha ocorrido a audiência, segundo ela, isso só atrapalha o caso e fica com um ar de impunidade. “Isso é um descaso com a minha família. Esse homem é um assassino, tem que ser preso, não sabemos mais o que fazer, ele continua nos ameaçados”, disse a mulher indignada.

O cabo da Polícia Militar Elson Santos de Brito, acusado pela família de ser o autor da morte da soldado, esteve presente no fórum, acompanhado de seu advogado de defesa, mas preferiu não se pronunciar.

Segundo familiares da vítima, mesmo com as câmeras de segurança instaladas pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) na casa da mãe da soldado, visando trazer mais tranquilidade para a família, as ameaças continuam.

“Estamos vivendo com medo de sair na rua, temos que viver como prisioneiros. Todos os dias tem um carro rondando a minha casa, meu irmão e minha mãe ficaram doentes, estavam fazendo pressão psicológica contra minha família”, desabafou a mulher.

A mulher ainda revela que a sobrinha, uma estudante de apenas 7 anos, teve que mudar de escola devido às ameaças. “A minha irmã sempre postava fotos com essa nossa sobrinha e todas as pessoas pensavam que ela era filha da Deusine. Há duas semanas tinha um homem na frente da escola dela com uma foto imprensa, perguntando se os outros alunos a conheciam” disse.

A mulher ainda revela que a sobrinha, uma estudante de apenas 7 anos, teve que mudar de escola devido às ameaças. “A minha irmã sempre postava fotos com essa nossa sobrinha e todas as pessoas pensavam que ela era filha da Deusine. Há duas semanas tinha um homem na frente da escola dela com uma foto imprensa, perguntando se os outros alunos a conheciam” disse.

O processo, instaurado em junho deste ano, refere-se a uma denúncia feita pela mãe de Deusiane, Antônia Assunção de Souza, 54, e a irmã dela, Claudete da Silva, 32, após terem sido ameaçadas pelo cabo.

O caso será encaminhado novamente ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), que apontará um novo promotor para o processo. Até o momento não há previsão sobre quando ocorrerá uma nova audiência.

Por Mara Magalhães

 

1 Comment

1 Comment

  1. Lebe

    8 de setembro de 2015 at 21:06

    Sinceramente

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