Política

Julgamento de José Melo é adiado mais uma vez

Devido a ausência da juíza Ana Paula Serizawa, o presidente da corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), Yedo Simões adiou a sessão, desta terça-feira (4), em que levaria o voto minerva da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) e que poderia cassar ou não o governador José Melo (Pros) e o vice Henrique Oliveira (SD), que são acusados de poder político e econômico na campanha de 2014.

A maioria dos componentes da corte concordaram com o adiamento da sessão, que já possui mais de 30 prorrogamentos.

Inicialmente, o Procurador Regional Eleitoral, Victor Riccely, questionou o adiamento do julgamento e disse que no caso de ausência, o suplente de mesma classe estaria habilitado para fazer a ‘substituir’ de Serizawa, no caso, a juíza Marília Gurgel. No entanto, Gurgel admite que não se sente habilitada para votar no processo e lembrou que os votos já proferidos ainda podem sofrer alteração.

“O membro pode votar de uma determinada forma e, depois analisar o processo sobre um outro prisma e tem sim, a possibilidade de alterar o voto, ainda que já tenha o lançado. Eu não me sinto habilitada a votar neste processo porque o desconheço completamente. Não acompanhei a sustentação oral, não ouvi deliberação, não li, sequer, os votos lançados”, explicou.

O julgamento do governador José Melo e Henrique Oliveira iniciou no dia 28 de junho e, encontra-se empatado com três votos a favor da cassação e três contras. Analisaram como procedente as acusações, o desembargador João Simões e os juízes Francisco Marques e Ana Paula Serizawa. Analisaram as acusações como improcedentes, os juízes Abraham Peixoto, Henrique Veiga e Felipe Thury.

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