Dia a dia

Julgamento de “João branco” e comparsas será adiado

Antes de ser preso, ‘João Branco’ estava sendo procurado por mais de 180 países – Divulgação

Por conta das alegações de que a chegada do narcotraficante e líder da facção criminosa Família do Norte (FDN) João Pinto Carioca, o “João Branco”, 41, provocaria rebeliões nas cadeias da capital, assim como insegurança na cidade, o julgamento do réu e dos quatro comparsas será adiado. Na nova audiência o réu deve ser ouvido por videoconferência.

De acordo com o relatório enviado pela Secretaria de Administração Penitenciária  (Seap), detentos ameaçaram se rebelar para reivindicar que “João Branco” ficasse preso em Manaus.

Consta no site do Tribunal de Justiça do Amazonas  (TJAM) que a Seap enviou um relatório com os nomes de todos os detentos integrantes da FDN que podem se rebelar e causar mais mortes nas cadeias, caso João Branco desembarque em Manaus.

O Ministério Público do Estado (MPAM) deu um parecer favorável ao pedido da Secretaria, no entanto, alegou que todos os acusados deveriam se fazer presentes, pessoalmente, diante do Tribunal do povo. “Contudo, não posso deixar de considerar o risco ao direito coletivo da ordem e segurança pública apontado pela Secretaria de Administração Penitenciária”, consta nos autos.

De acordo com o advogado de defesa de “João Branco”, José Maurício Neville, a Seap não fundamenta os dados que apontam que a chegada de “João Branco” colocaria a cidade em estado de insegurança. “A defesa requer que a sessão de julgamento seja feita com a presença física de João Pinto Carioca dia 5 de março de 2017”, alegou.

O juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri,  Anésio Rocha, ainda não se pronunciou sobre o adiamento do juri.

Ana Sena
EM TEMPO

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