Eleições 2014

Juiz eleitoral nega que pediu prisão de policiais

Henrique Veiga, responsável pela comissão de fiscalização, negou boatos da prisão dos PMs – foto: Carlos Eduardo Matos

Henrique Veiga, responsável pela comissão de fiscalização, negou boatos da prisão dos PMs – foto: Carlos Eduardo Matos

Responsável pela comissão de fiscalização da propaganda eleitoral, o juiz Henrique Veiga Lima negou que tenha solicitado, ou mesmo decretado as prisões dos policiais militares envolvidos na ação que pretendia a retirada de material eleitoral do comitê do candidato Eduardo Braga (PMDB), localizado no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus, na última terça-feira (22).

Em meio a boatos plantados nas redes sociais, a assessoria de imprensa da Polícia Federal (PF), força encarregada de colher os depoimentos dos envolvidos no episódio, também negou que tenha expedido qualquer pedido de prisão contra os militares. De acordo com Henrique Veiga, a comissão de fiscalização não chegou a visualizar nenhuma infração no local.

“Fomos acionados por advogados da coligação da qual o candidato Eduardo Braga faz parte, e tão logo nos direcionamos para o endereço informado. A equipe foi informada que a coligação do candidato José Melo, teria instigado a Polícia Militar a invadir o espaço de campanha. Entretanto, ao chegarmos lá, não vimos nenhuma invasão, não vimos à distribuição de folhetos e nem o cabo eleitoral que se disse perseguido”, explicou.

Ainda segundo o magistrado, apenas a confusão formada entre cabos eleitorais da coligação encabeçada pelo PMDB, e alguns policiais pode ser constada. “De fato tinha uma grande multidão, muitos cabos eleitorais e diversas viaturas da Polícia Militar. Para acabar com o tumulto, que já estava incomodando moradores e motoristas, foi que resolvemos acionar a PF, que é o órgão competente para atender esse tipo de demanda”, emendou.

Henrique Veiga preferiu não expressar qualquer parecer quanto à existência de culpados. “Todos contarão com suas cores, as suas verdades. Não posso dizer se ouve isso, ou aquilo. Falo com a experiência de juiz criminal por algumas décadas, fatos desse tipo, possuem pelo menos três versões; o que um lado diz, o que o outro diz e a verdade”, falou.

Questionada, a assessoria de imprensa da PF, informou que os depoimentos dos envolvidos na diligência foram colhidos e serão encaminhados à justiça eleitoral, “a qual caberá decidir sobre os fatos”.

Entenda o caso

Na tarde de terça-feira, 23, durante uma suposta denúncia de crime eleitoral, policiais militares tentaram invadir um comitê do candidato Eduardo Braga, que seria o local de distribuição de folhetins irregulares que estampavam a reportagem de uma revista nacional sobre a crise na PM do Amazonas. O conteúdo era distribuído na rotatória do Mindu. O advogado da coligação, Daniel Nogueira, informou, que fará uma representação por conduta vedada contra José Melo (Pros).

 

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