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Juiz começa a ouvir testemunhas do caso da empresária encontrada morta em lan house

Populares pedem 'justiça' nas dependências do Tribunal - foto: Dora Paula/Tribunal de Justiça

Populares pedem ‘justiça’ nas dependências do Tribunal – foto: Dora Paula/Tribunal de Justiça

O juiz de Direito Anésio Rocha Pinheiro, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, ouviu na manhã desta quarta-feira (14), quatro testemunhas de acusação do caso da empresária Ruth Mouta Cacela, assassinada em 12 de maio deste ano, no bairro da Compensa, na capital amazonense. Outras duas testemunhas, que também deveriam ser ouvidas hoje, não compareceram e por isso será marcada uma nova audiência, ainda sem data definida. Somente depois disso que o réu, José Eloy dos Santos Cardoso, o marido da vítima, será interrogado pelo juiz.

Os familiares de Ruth, dentre eles a mãe da empresária, compareceram cedo ao Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro de São Francisco, para acompanhar o início da instrução processual, uma vez que a primeira audiência do processo foi realizada nesta quarta. Eles levaram cartazes com fotos da vítima e frases pedindo justiça.

O inquérito policial apontou que o autor do crime seria o marido de Ruth. De acordo com os autos, a empresária teria pedido, no dia anterior ao crime, o divórcio, e que não teria sido aceito por José Eloy. Ela foi morta por estrangulamento, segundo denúncia do Ministério Público Estadual, assinada pelo promotor Edinaldo Aquino de Medeiros, que pede a condenação do réu por homicídio duplamente qualificado, baseado no art. 121, 2º, III (meio cruel) e VI (contra a mulher por razões da condição de sexo feminino), todos do Código Penal.

O promotor disse que vai pedir pena máxima ao réu, caso ele seja levado a Júri Popular. “Está caracterizado o homicídio qualificado. Nesse caso, o MP pede a pena máxima, ou seja, 30 anos de reclusão”, disse Medeiros, durante entrevista à imprensa.

Testemunhas

Na audiência de instrução e julgamento desta quarta-feira seriam ouvidas seis testemunhas de acusação, porém apenas quatro compareceram. Após ouvir as de acusação, será a vez das testemunhas de defesa. O réu será o último a ser ouvido. Somente então o juiz poderá pronunciá-lo ou não. Em caso de o magistrado entender que o réu é culpado, ele será levado a Júri Popular.

A nova data da audiência de instrução com as duas testemunhas que faltaram, bem como as de acusação, ainda não foi marcada pelo Cartório da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Com informações de assessoria

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