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Judoca amazonense fica fora do benefício Bolsa Atleta e família protesta

Judoca Rafaela Barbosa, integra a seleção brasileira da modalidade, ficou fora da lista de beneficiários do Bolsa Atleta Municipal- foto: divulgação/Emanuel Mendes

Judoca Rafaela Barbosa, integra a seleção brasileira da modalidade, ficou fora da lista de beneficiários do Bolsa Atleta Municipal- foto: divulgação/Emanuel Mendes

Como forma de protestar contra a falta de incentivo as modalidade de tatame, o professor de judô e jiu-jítsu Antônio Barbosa, literalmente vai carregar uma cruz pelos lutadores que ficaram de fora da listagem de contemplados pelo benefício Bolsa Atleta Municipal deste ano. O ato vai acontecer na manhã da próxima sexta-feira (11).

Filha do professor, a judoca Rafaela Barbosa, foi uma das excluídas da lista. Ela coleciona inúmeras medalhas e títulos, além fazer parte da seleção brasileira sênior da categoria meio leve da modalidade. Ela é uma das poucas atletas do Estado com chances reais de competir nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Rafaela recebia o benefício em 2014.

De acordo com Antônio, que comanda a Associação Barbosa de Lutas Esportivas e o projeto social Construindo Cidadania, a Secretaria Municipal de Juventude Esporte e Lazer (Semjel) justificou que a exclusão da atleta e de outros lutadores da modalidade, é porque no site da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) não consta o nome deles em competições.

“A secretaria quer que conste no site que os atletas foram convidados. Nós já telefonamos para a CBJ e imploramos para colocarem o nome, entretanto eles disseram que a convocação era de 2014 e não faria diferença colocar o nome agora, visto que os atletas têm em mãos a declaração oficial que são assíduos”, explicou.

A notícia deixou a atleta indignada. Ela afirmou que entregou documentos oficiais que comprovam que ela faz parte da seleção brasileira da modalidade, mas a documentação não foi aceita.

“Como eles me deixam de fora? Eu sou uma das atletas da seleção principal no judô. Eles não me aprovaram por mero capricho de ter meu nome em nota no site. Eu não posso obrigar a CBJ (Confederação Brasileira de Judô) ter uma política de publicar nota no site. Isso está me prejudicando de forma absurda”, desabafou a judoca confirmando que vai brigar para que seu nome seja incluído no benefício.

“Vamos fazer o protesto e vou brigar pelo meu direito até o fim. Se deixar de lado meu direito só irei me prejudicar mais. Já gastei muito (dinheiro) representando nosso Estado e eles querem me retribuir desse jeito. Eu não aceito isso”, concluiu.

Reunião

Na próxima quarta-feira (9), representantes do judô em Manaus irão se reunir com o titular da pasta de esportes, Sildomar Abtibol, para tentar incluir a amazonense na lista novamente. Se nesta tentativa o assunto não for resolvido, na sexta-feira (11) o professor Antônio Barbosa carregará uma cruz de madeira da sede de sua academia, situada na avenida Carvalho Leal, bairro Cachoeirinha, Zona Sul, até a Semjel, na avenida Japurá, também Cachoeirinha, como forma de protesto.

Barbosa afirmou que desembolsou R$ 300 para que um marceneiro construísse uma cruz de 2 metros e meio de altura por 1,30 de largura. Para ele, o peso que vai carregar nas costas durante o trajeto, não será tão grande quanto a luta que terá fora dos tatames para que Rafaela continue viajando para competir. A judoca precisa estar participando de competições nacionais e internacionais, para continuar acumulando pontos no ranking para poder representar o Amazonas nos Jogos Olímpicos.

“Eles querem prejudicar a lista de atletas do judô. Na lista deles não aparece nem a atleta Rita de Cássia, que é um grande nome do esporte, para não dizer que estou falando porque é minha filha. O que eles estão fazendo é dificultar. Estão tirando um direito deles. O judô é um dos esportes que mais traz resultados para o Estado”, concluiu. Barbosa.

Por Cecília Siqueira

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