Dia a dia

Jovem que desapareceu em São Paulo de Olivença pode ter sido vítima de tráfico humano

Amigas que estavam na companhia de Gisely se recusam a falar sobre o sumiço da jovem- foto: desaparecida

Amigas que estavam na companhia de Gisely se recusam a falar sobre o sumiço da jovem- foto: divulgação

Há 12 dias a família da jovem Gisely Gonçalves Gomes, 21, vive um drama que parece não ter fim. Gisely saiu de casa no dia 29 de agosto, para ir a uma festa com as amigas no município de São Paulo de Olivença (a 1.235 quilômetros de Manaus), e desde então não voltou mais. De acordo com sua irmã, Astrid Gonçalves, 30, a família acredita que a jovem tenha sido vítima de uma quadrilha especializada em tráfico humano, uma vez que Gisely já foi vista com vida e nenhum resgate foi pedido.

Astrid contou que sua irmã foi vista pela última vez na danceteria Giga Byte, por volta das 4h do último dia 29, em companhia de duas colegas, que se recusam a falar sobre o desaparecimento da jovem. A família registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia da cidade, além de divulgar cartazes pelos bairros, com a foto de Gisely. Desde então várias pessoas procuraram os familiares da jovem para dar informações de supostos locais onde ela teria sido vista.

“Seis dias depois que minha irmã sumiu, moradores do centro da cidade, na região da estrada do aeroporto, a viram correndo com a mesma roupa que estava na noite em que foi vista pela ultima vez, mas segundo os relatos ela foi arrastada com uma faca no pescoço para dentro da mata por homens com características colombianas. A polícia foi até o local indicado e encontrou diversas quentinhas e vestígios de que ela poderia ter passado por lá”, contou Astrid.

Suspeita

Segundo ela, a família acredita que a jovem possa ter sido vitima de tráfico humano, pois até o momento nenhum resgate foi pedido pelos sequestradores. Astrid disse, ainda, que a polícia de São Paulo de Olivença, junto com o Corpo de Bombeiros, está dando todo apoio à família nas buscas por Gisely, porém o número de policias atuando é pequeno, e o reforço com equipes da capital seria essencial para auxiliar nos trabalhos.

“Eu moro aqui em Manaus e já registrei o caso na Delegacia Especializada de Homicídios e Sequetros, mas não sei se eles vão poder ajudar. A minha família está desesperada porque a última informação que tivemos é que minha irmã estaria em uma comunidade indígena chamada Jadiatuma, lá mesmo no município, e que se trata de uma área de garimpo e que é muito perigosa. Temos medo que o pior aconteça”, comentou. O prefeito de São Paulo de Olivença, Raimundo Nonato Martins, soube do caso e solicitou uma equipe de buscas. No último dia 3, a lancha que serviria para levar a equipe quebrou, mas em 24 horas foi consertada para que as buscas pudessem continuar. A jovem segue desaparecida.

Por Michele Freitas

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir