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Jovem é encontrado morto dentro de ramal, na Zona Norte

O perito criminal Marcelo Murato, informou que havia dois golpes de faca no corpo, um no peito e outro que deixou o pescoço esgorjado - foto: Arthur Castro

O perito criminal Marcelo Murato, informou que havia dois golpes de faca no corpo, um no peito e no pescoço – foto: Arthur Castro

O corpo de Adriel Costa Duarte, 20, foi encontrado em avançado estado de decomposição, com golpes de faca no peito e no pescoço, no ramal Ariel, do conjunto Viver Melhor 2º etapa, localizado dentro do bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus. A descoberta do corpo se deu por volta de 15h desta quinta-feira (7). Adriel estava desaparecido deste a tarde da última quarta-feira (6).

De acordo com informações da reportagem no local, Adriel saiu de casa por volta de 16h da última quarta sem dizer o local exato para onde ia. Ao chegar a noite a família estranhou o fato de o rapaz ainda não ter voltado para casa. Já na manhã desta quinta, a família recebeu uma ligação do suposto assassino avisando que Adriel havia sido morto e informando o local do corpo.

O perito criminal Marcelo Murato informou que havia dois golpes de faca no corpo da vítima, um no peito e outro um corte profundo no pescoço. Informações preliminares indicam que Adriel salvou a namorada de ser estuprada por seis homens, mas depois de frustrar o crime foi agredido e morto pelos suspeitos. A família se recusou a dar mais detalhes sobre o crime.

De acordo com uma equipe de investigação da Polícia Civil, existe a hipótese de que o jovem tivesse envolvimento com o tráfico de drogas, tendo participação em uma facção criminosa que atua na capital, sendo a disputa por pontos de venda uma das possíveis causas para o crime.

Os investigadores observaram que nas proximidades de onde o corpo foi encontrado há prédios com várias pichações com o nome da facção criminosa Família do Norte (FDN). Um dos traficantes que atuavam na área, conhecido como “Carioca”, largou o tráfico para entrar na igreja e com isso o comando passou para as mãos de “Erick”.

O vendedor Antônio Marcos, que trabalha na área do Viver Melhor 2, aproveitou a presença da reportagem e fez um apelo por mais segurança. “Nossa área precisa de mais policiamento. O conjunto está entregue a violência. A situação é tão crítica que parece que a polícia se sente intimidada pelos criminosos e não faz mais patrulhamento pelo conjunto, ” desabafou o vendedor.

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