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Jovem desaparece após cair de embarcação em Anamã

De acordo com o pai do rapaz, Lázaro Viana, o jovem saiu de Manaus em busca de trabalho em Japurá - foto: equipe EM TEMPO

De acordo com o pai do rapaz, Lázaro Viana, o jovem saiu de Manaus em busca de trabalho em Japurá – foto: equipe EM TEMPO

Um jovem identificado como Marcos Magalhães de Maria, 28, está desaparecido desde o último domingo (27), após, supostamente, ter caído de uma embarcação que seguia de Japurá para Anamã, (distante 160 quilômetros de Manaus).

De acordo com o pai do rapaz, Lázaro Viana, o jovem saiu de Manaus em busca de trabalho em Japurá. No município encontrou um homem que ofereceu um emprego como carregador da embarcação, o Rei da Glória, onde seguiu para cidades ribeirinhas, e chegaria até Anamã no domingo.

Segundo o pai de Marcos, o jovem teria passado uma mensagem no domingo afirmando que o barco em que estava teria ficado ‘no prego’ e a partir daí não teve mais contato com o filho.

“Quando ligamos na segunda-feira (26) não conseguimos mais falar com ele. Uma pessoa atendeu e disse que o meu filho tinha caído na água após ir pegar um bote. Como isso pode acontecer? Em uma embarcação com mais de 100 pessoas ter apenas um bote?”, desabafou.

Segundo Lázaro, depois do incidente ele se deslocou para Anamã em busca de informações. Ao chegar o município, foi orientado a ir a Manacapuru.

“Em Manacapuru, registramos um Boletim de Ocorrências (BO), mas a polícia afirmou que não podia fazer nada e me mandaram procurar a Capitania dos Portos, em Manaus”.

Ao Buscar ajuda na Capital dos Portos, Lázaro afirmou que o órgão afirmou que o nome de Marco não constava entre os passageiros do Rei da Glória.

“Disseram que o nome do meu filho não estava no barco. Mas nos mostraram uma lista de apenas umas 15 pessoas. Mas como pode? Todo mundo sabe que um barco desse leva umas 200 pessoas. Cadê o resto dos nomes? Esses barcos são tudo clandestinos”, desabafou.

Em contato com a Capitania dos Portos em Manaus, nesta quarta-feira (29), o tenente Júlio Leite garantiu não havia registro do desaparecimento do rapaz, até aquele momento.

“Não há nenhuma solicitação sobre desaparecidos em Anamã. Quem aciona a Capitania dos Portos é a Polícia Militar, ou o Corpo de Bombeiros, e até agora não temos nada sobre o caso”, assegurou o tenente.

Ainda segundo Leite, a orientação para esses casos é que a família faça o BO e procure a polícia o mais rápido possível, com o nome da embarcação, que horas saiu, para onde ia, coletar o maior número dados e testemunhas possíveis.

“Sabemos que muitas vezes as embarcações agem de maneira ilegal, não listando o nome de todos os passageiros. Se isso for verificado, abrimos inquérito policial para investigar o caso. Depois convocaremos o dono da embarcação para esclarecimentos, assim como os passageiros e demais ocupantes”, garantiu o tenente.

O pai do desaparecido, Lázaro Viana, disse que o filho procurava emprego para pagar uma prova para seguir o sonho do filho de cursar psicologia.

Por Stênio Urbano

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