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Jovem deixa cadeia pela manhã e à noite é assassinado a tiros, no Jorge Teixeira

O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) - foto: Josemar Antunes

O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) – foto: Josemar Antunes

O ex-presidiário Felipe dos Santos Mascarenhas, conhecido como ‘Vida Louca’, 18, foi executado com quatro tiros na noite dessa quinta-feira (21). O crime aconteceu por volta das 23h, em um posto de combustível de bandeira BR, na avenida Autaz Mirim, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus.

Segundo informações de um amigo da vítima, de 17 anos, momentos antes do crime, ele conversou com o ex-presidiário, que estava muito preocupado.

“Eu ainda perguntei o que ele estava fazendo e pedi que fosse para casa, pois já estava muito tarde. Horas depois, já o encontrei conversando com dois homens desconhecidos. Ele era usuário droga e havia saído da cadeia pela manhã”, disse o amigo da vítima.

De acordo com testemunhas, ‘Vida Louca’, depois de conversar com os suspeitos, virou as costas. Ao caminhar em direção da loja de conveniência foi alvejado com um tiro. Em seguida, o pistoleiro se aproximou e efetuou mais três disparos. Um tiro atingiu o pescoço, dois nas costas e outro no quadril.

Após cometer o crime, a dupla fugiu em uma motocicleta que não teve as placas e características relevadas, em direção ao bairro Mutirão, Zona Norte da cidade.

A mãe de Felipe, a dona de casa Cheyla dos Santos, 41, esteve no local do crime e confirmou aos policiais que o filho era usuário de drogas e que tinha saído da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa durante a manhã. Ele cumpria pena por tráfico de drogas.

Conforme a dona de casa, o filho estava recebendo ameaças antes de ser preso, mas a mulher preferiu não dar detalhes sobre as ameaças e nem os nomes dos suspeitos que estavam ameaçando a vítima.

As câmeras de segurança do posto de combustível flagraram toda a ação dos suspeitos e as imagens serão entregues à polícia para ajudar nas investigações.

Inicialmente, o caso foi registrado no 14ºDistrito Integrado de Polícia (DIP), mas será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Por Josemar Antunes

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