Eleições 2014

José Melo só aguarda decisão do TJAM para intervir em Coari

Segundo José Melo, o município de Coari é uma das cidades que mais recebeu recursos, mas que está mal administrado, onde as ruas estão esburacadas e a saúde não funciona – foto: divulgação

Segundo José Melo, o município de Coari é uma das cidades que mais recebeu recursos, mas que está mal administrado, onde as ruas estão esburacadas e a saúde não funciona – foto: divulgação

A menos de uma semana para as eleições, o governador José Melo (Pros) mirou, nesta segunda (29), no município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) e reforçou que o governo estadual tem interesse em intervir na cidade comandada pelo PMDB, do senador Eduardo Braga (PMDB).

Segundo o candidato à reeleição, o município “é um dos que mais recebem recursos e parece que passou pela guerra do Vietnã”. O caso de intervenção será julgado nesta terça (30), pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

“Eu só estou o esperando o tribunal julgar esse processo, que no dia seguinte eu dou a intervenção. Coari é um município que está mal administrado, mas tem muitos recursos. A cidade está toda esburacada, a saúde não funciona, há uma série de desgovernos. Eu faço a intervenção, coloco um técnico de finanças que asfalte a cidade, que limpe”, disse o candidato à reeleição, na manhã de ontem, durante entrevista na sede do governo.

O pedido ingressado pelo Ministério Público Estadual (MPE) em junho deste ano será levado a julgamento na sessão desta terça-feira do Tribunal, a partir do voto do desembargador relator do caso, João Simões.

Até o início da tarde desta segunda-feira, o parecer de Simões ainda não estava disponível ao colegiado. Desembargadores ouvidos pela reportagem afirmaram que é possível que tenha ocorrido problemas no sistema.

Procurado pela reportagem, o presidente da Câmara Municipal de Coari, Antônio Adenilson Menezes Bonfim (PMN), afirmou que notícia foi recebida com entusiasmo pelo legislativo local, visto a baixa popularidade do prefeito Igson Monteiro (PMDB).

O peemedebista não tem apoio da mesa diretora da Câmara e costuma, segundo Menezes, apresentar dificuldades em negociar apoio com os parlamentares.

“Crise administrativa”

O presidente classificou a atual situação de Coari como “crise administrativa” e disse que a intervenção tem apoio de pelo menos 80% da população.

“A maioria da Câmara está a favor. Há muitos problemas na prefeitura, principalmente com pagamento de fornecedores e da folha de pagamento, que vive atrasada. Mesmo as obras federais estão paradas”, afirmou.

Menezes, apesar de filiado ao partido do deputado Chico Preto, afirmou estar neutro nestas eleições.

Três meses após a movimentação ministerial, esta é a primeira vez que Melo se posiciona abertamente sobre o município, que é comandado por Igson Monteiro (PMDB) desde a prisão do ex-prefeito Adail Pinheiro.

A primeira declaração do governo foi no final de semana, durante passagem por Coari, quando declarou que tem feito cobranças ao judiciário pela intervenção. Igson Monteiro acusa Melo de perseguição eleitoreira.

Por Equipe Jornal EM TEMPO

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