Economia

José Melo fecha acordo para impulsionar negócios sustentáveis no AM

Em todo o Estado, serão beneficiados os projetos de fruticultura, produtos florestais não-madeireiros e etc – Divulgação

Nesta terça-feira (7), o presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves de Melo, e o governador do Amazonas, José Melo, assinarão um protocolo de intenções para impulsionar os negócios sustentáveis no Estado. A cerimônia de assinatura será realizada na sede do Governo do Estado, na Zona Oeste, e possui presenças confirmadas de secretários de Estado e do novo superintendente regional do Banco no Estado, Nélio Gusmão.

De acordo com o presidente Marivaldo Melo, os recursos que o Banco da Amazônia pretende aplicar no Amazonas em 2017 são oriundos do fomento e da carteira comercial e correspondem a R$ 1,047 bilhão, sendo que R$ 874 milhões são do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e R$ 173,2 milhões, do crédito comercial.

Desses R$ 874 milhões, cerca de R$ 39 milhões estão destinados à linha FNO-Pronaf; R$ 727,98 para a linha FNO- Amazônia Sustentável; R$ 2,28 milhões para a linha FNO-Biodiversidade; em torno de R$ 94 milhões para o FNO-MPEI e R$ 11,12 milhões para a linha FNO-ABC.

“Temos condições de fomentar o desenvolvimento do Amazonas em bases sustentáveis. Mas precisamos fortalecer ainda mais as parcerias, não somente com o Governo, mas também com sindicatos, associações e demais setores produtivos para a melhoria da qualidade de vida da população. O nosso compromisso é aplicar o FNO em 100% dos municípios do Estado, priorizando a mesorregião do Alto Solimões e tipologia PNDR nas regiões de menor dinamismo”, comentou.

Entre os projetos sustentáveis prioritários para o Amazonas, está o de construção naval, que beneficiará os municípios da Região Metropolitana. Em todo o Estado, serão beneficiados os projetos de fruticultura, produtos florestais não-madeireiros (castanha, borracha, óleo e sementes) e madeireiros, mandioca, agroindústria (fruticultura, movelaria, fécula, laticínios, fitofármacos), avicultura (postura e caipira).

No que concerne aos investimentos e realização de negócios sustentáveis nas mesorregiões e microrregiões as oportunidades englobam, por exemplo, desde a pecuária de corte e de leite (Humaitá, Boca do Acre, Parintins e Carauari), passando pelo extrativismo (Carauari), extrativismo vegetal e pesca artesanal (Humaitá). Há investimentos previstos, ainda à pesca, fruticultura e bubalinocultura (Itacoatiara), ao setor industrial (Polo Duas Rodas, Metalúrgico, Eletroeletrônico, Construção Civil, Naval, Turístico e Fitoterápico/Fitocosmético), guaraná orgânico (Maués), mandioca e turismo ecológico (Parintins).

R$ 7 bi para fomentar a economia

O Banco vai disponibilizar para este ano o valor de R$ 7,9 bilhões de recursos para toda a Região Amazônica em 2017. Desse total, R$ 4,6 bilhões são originários do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). As demais são do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Orçamento Geral da União (OGU). O restante, R$ 2,9 bilhões, pertence à carteira de crédito comercial da Instituição. Esse volume de recursos e suas prioridades econômicas estão elencados no Plano Global de Aplicação de Recursos Financeiros, disponível no site bancoamazonia.com.br.

Parceria 

O protocolo entre o Banco e o governo do Amazonas prevê a mobilização e a integração das classes produtivas e demais parceiros institucionais para a utilização dos valores disponíveis no Plano de Aplicação de Recursos do Banco da Amazônia 2017. O trabalho conjunto prevê, ainda, contribuir com a estruturação e o fortalecimento dos aglomerados econômicos, arranjos produtivos locais e as cadeias produtivas do Estado e criar iniciativas que reduzam as desigualdades locais.

A parceria também objetiva a promoção da cultura, do empreendedorismo consciente, estimulando e apoiando a adoção de melhores práticas produtivas sustentáveis, por meio de negócios que gerem a distribuição de renda, criem oportunidades de ocupação de mão de obra e de emprego e promovam a inclusão social. Para cumprir com esses objetivos, caberá ao Banco atuar de acordo com as políticas dos Governos Federal e Estadual, apoiar o fortalecimento do associativismo e do cooperativismo de produção do meio rural, agroindustrial e industrial e assegurar recursos para financiar o investimento, custeio e capital de giro.

Já ao Governo Estadual caberá potencializar o agronegócio, promovendo a inserção da produção familiar nos mercados, bem como os setores industriais e de serviços, a partir da expansão de atividades de maior demanda de mão de obra, intensificando a geração de emprego e renda. E, ainda, assegurar e disponibilizar os serviços de assistência técnica e extensão rural do Estado e garantir recursos financeiros para melhorar e expandir a infraestrutura econômica básica em áreas prioritárias.

Investimentos

Nos últimos cinco anos, a instituição aplicou o equivalente a R$ 24,9 bilhões na Amazônia Legal, considerando todas as fontes de recursos da Instituição. Esses investimentos incentivam projetos de créditos de vários setores e tamanhos, desde a agricultura familiar a grandes iniciativas de infraestrutura regional.

No Estado do Amazonas, o Banco da Amazônia tem o saldo da carteira de crédito de R$ 3,131 bilhões com recursos do FNO. O saldo das contratações de fomento, no período de janeiro a novembro de 2016, soma R$ 3,536 bilhões.

No que se refere às aplicações de crédito no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), no período de janeiro a dezembro de 2016 (ano civil), o Banco contratou R$ 15,1 milhões no Amazonas. Nos últimos cinco anos, o Banco investiu R$ 368 milhões na agricultura familiar no Amazonas.

Com relação à agropecuária, o Banco contratou no Amazonas o valor de R$ 17,1 milhões. Nos últimos cinco anos, a Instituição realizou R$ 81,8 milhões neste setor da economia. No que se refere às atividades florestais, o Banco também deu grande contribuição e contratou o valor de R$ 4,2 milhões somente em 2016. No ano de 2015, foram investidos R$ 1,5 milhão neste mesmo setor.

Para as micro e pequenas empresas e empreendedores individuais, o Banco contratou R$ 70 milhões em operações no ano de 2016 e para as pessoas atendidas pelo Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) – linha de crédito para atendimento das necessidades financeiras de pessoas físicas, empreendedoras de atividades produtivas de pequeno porte – o Banco efetivou negócios, em 2016 no Amazonas, no valor de R$ 2,9 milhões.

Os benefícios socioeconômicos gerados para o Estado do Amazonas, considerando apenas o volume aplicado no primeiro semestre de 2016 pelo banco, responde por um impacto da ordem de mais de R$ 928 milhões sobre tudo que foi gerado de riqueza no Amazonas, ou seja, no Valor Bruto da Produção (VBP). Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual, o impacto é de R$ 509,8 milhões. Os tributos gerados a partir das operações realizadas no Estado superam a casa dos R$ 142,7 milhões, contribuindo com a geração de mais de 14,3 mil novos empregos e R$ 116 milhões em salários.

Segundo dados do Banco Central do Brasil, a participação do Banco da Amazônia no crédito de fomento, no Amazonas, é de 63,25% e as 12 agências da instituição representam 7,45% de toda a rede de agências do Estado. O atendimento do banco cobre 100% dos municípios amazonenses (62 municípios).

Com informações da assessoria

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