Esportes

Jornalistas esportivos fazem análise do campeonato amazonense deste ano

PÓDIO conversou com jornalistas para saber se a 100ª edição do Campeonato Amazonense realmente decepciona

PÓDIO conversou com jornalistas para saber se a 100ª edição do Campeonato Amazonense realmente decepciona

A 100ª edição do Campeonato Amazonense de futebol profissional tinha tudo para ser a melhor dos últimos anos. Com tempo suficiente para os clubes se planejarem e bons estádios à disposição, tudo levava a crer que o Barezão 2016 traria o público de volta às arquibancadas. Mas, bastou a bola rolar para perceber que todas as previsões otimistas não passaram de um sonho bom.


Com a tradicional falta de organização por parte de quem promove o certame, partidas com nível técnico baixo e arquibancadas vazias, a edição centenária do Estadual não tem muito o que comemorar e já desponta como uma das piores disputadas recentemente. Passado o 1º turno, o PÓDIO ouviu jornalistas que cobrem a competição há alguns anos para saber se esse Barezão realmente decepciona.

Funcionário da rádio Cultura e repórter de campo da rádio Difusora, o ‘bom’ Baiano trabalha no futebol desde 1978. De acordo com ele, o Amazonense deste ano não é muito diferente em relação aos disputados recentemente, porém, com um grande diferencial: estádios com bons gramados, que, na teoria, seriam capazes de proporcionar um bom desempenho técnico.

“Já tivemos muitos certames com o nível técnico parecido com esse. Só tem um detalhe, em épocas passadas nós não tínhamos os gramados que temos atualmente. Os clubes não podem gastar, gastam aquilo que pode, então só contratam jogadores medianos, isso implica na parte técnica, e o torcedor, que não é bobo, percebe isso”, explica Baiano.

Há três anos trabalhando na cobertura do Barezão, o repórter do Portal Amazônia Gabriel Seixas, enxerga esta edição de Estadual com a pior das últimas temporadas. A desorganização por parte de quem organiza o certame e a falta de credibilidade é destacado por ele como um dos principais responsáveis pelo desinteresse do amazonense no seu campeonato de futebol profissional mais importante.

“É um campeonato que não está começando no seu período ideal, que seria o primeiro semestre, por uma justificativa de falta de dinheiro, e no segundo semestre os times continuam da mesma forma, inclusive irregulares na questão do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro). Era um campeonato que teria 15 clubes e acabou terminando com sete, simplesmente porque o dinheiro do governo não saiu neste ano”, avalia Seixas.

Público decepcionante

Assim como os colegas, o repórter do GloboEsporte.com, Marcos Dantas, coloca o campeonato deste ano com um dos piores dos últimos tempos. Há dois anos trabalhando na cobertura da competição, ele classifica como “surpreendente” o fato de o certame estar deixando a desejar, principalmente por ter tido um tempo considerável para organizar tudo da melhor maneira e bons estádios disponíveis.

“Este ano temos à disposição a Arena da Amazônia e mesmo assim não conseguimos ter um campeonato atrativo para o torcedor. No jogo entre Rio Negro e Fast, times tradicionais do Estado e não deu cem pessoas. Há pouco tempo tivemos uma rodada dupla com Nacional, São Raimundo, Princesa e Fast, e pouquíssimos pagantes também. E isso fica ainda mais triste quando a gente lembra que é a 100ª edição do campeonato. Tinha tudo para ser um grande certame, com calendário e bons estádios, e, infelizmente, o panorama que a gente tem é decadente”, declara Dantas.

Organização

Para a repórter Larissa Balieiro, da rádio Difusora, que cobre futebol amazonense há cinco anos, realizar o campeonato no segundo semestre foi um equívoco por parte dos dirigentes. De acordo com ela, a justificativa dada pelos cartolas de que com o primeiro semestre livre seria possível buscar recursos para disputar o Barezão não se comprovou, já que grande parte das equipes teve ou está tendo dificuldade para cumprir com duas obrigações.

“A falta de organização ainda persiste. Jogos sendo alterados em cima da hora, alguns disputados no sábado, às 11h, em um horário incomum. O público está cada vez menor nos estádios. Acho que falta melhorar muito a gestão dos clubes, que ao meu ver, é onde começam os erros”, finaliza Larissa.

Por André Tobias

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