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Israel prende extremista suspeito de liderar ataques a palestinos e cristãos

A Shin Bet (agência de inteligência interna de Israel) prendeu na noite de segunda-feira (3) um suspeito de ser líder de um grupo extremista judeu responsável por ataques a casas de palestinos e a templos cristãos.

A prisão acontece três dias depois de um incêndio criminoso feito por extremistas judaicos contra uma casa na Cisjordânia que provocou a morte de um bebê palestino. Seus pais e seu irmão ficaram gravemente feridos.

Dois dias antes, outro radical esfaqueou seis pessoas na Parada Gay de Jerusalém, provocando a morte de uma adolescente judaica. As duas ações provocaram uma ofensiva do governo israelense contra os grupos.

Meir Ettinger, 23, é considerado o número um na lista de radicais israelenses procurados pela Shin Bet. Os agentes, no entanto, ainda não dizem se ele teve relação com os dois ataques.

Ele está sendo interrogado pela Shin Bet. Ettinger foi preso diversas vezes por participação neste tipo de células e foi proibido de entrar na Cisjordânia após ser encontrado em um assentamento judaico ilegal.

O extremista é neto do rabino ultranacionalista Meis Kahane, membro de um partido proibido pelo Parlamento de Israel em 1988 devido a suas visões racistas. Kahane foi morto por um atirador árabe em 1990.

Bode expiatório

O advogado de Ettinger, Yuval Zemer, disse que seu cliente foi usado como bode expiatório do governo. Para ele, a prisão é uma forma de as autoridades apaziguarem a indignação pública provocada pelos ataques.

“Não havia necessidade de uma prisão neste caso, diferente do que eles querem mostrar. Eles querem mostrar que estão fazendo algo. Desse modo, o que é melhor do que a prisão do mais procurado.”

Na última quarta (29), a Shin Bet colocou Ettinger como líder de uma célula extremista responsável pelo ataque à Igreja da Multiplicação dos Pães e Peixes em junho e por outros crimes de ódio.

A organização também é acusada de tentar impedir a visita do papa Bento 16 à região em 2014. Em maio, Ettinger havia pedido em seu blog mais incêndios criminosos contra locais religiosos cristãos.

Na quinta-feira (30), em texto no seu blog, o extremista negou liderar qualquer célula radical. “Não há grupo terrorista, mas há muitos, muitos judeus, que pensam que nosso sistema de valores é completamente diferente do que a Justiça e o Shin Bet pensam”.

Por Folhapress

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