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Irã e potências adiam negociação de acordo nuclear para até 7 de julho

Os EUA confirmaram nesta terça-feira (30) a prorrogação do prazo das negociações para um acordo nuclear entre as potências mundiais e o Irã.

O prazo para as negociações, que expiraria na noite desta terça (30), foi estendido para 7 de julho a fim de “garantir mais tempo para que as negociações alcancem uma solução de longo prazo (…) na questão nuclear iraniana”, disse a porta-voz Marie Harf.

A decisão foi tomada no mesmo dia em que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohamad Javad Zarif, viajou para Viena, onde se reúne com o secretário de Estado americano, John Kerry, para buscar um acordo nas negociações sobre o programa nuclear de Teerã.

O acordo é visto como uma forma de diminuir a suspeita do grupo 5+1 -EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha- de que o Irã quer desenvolver uma bomba atômica. Teerã nega a acusação.

O Irã sempre negou que almejasse um arsenal nuclear, mas até agora não permitiu que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) entrassem em suas instalações militares.

Na segunda-feira (29), os EUA afirmaram que o acordo com o Irã não exigirá que os inspetores internacionais possam entrar em todas as instalações militares, mas apenas naquelas em que a agência nuclear da ONU suspeitar de atividades não declaradas.

Desde sábado o Irã e as potências ocidentais buscavam chegar a um documento final com os detalhes do pré-acordo assinado em abril, que prevê limitar entre dez e 25 anos algumas atividades nucleares na República Islâmica e a remodelação de certas instalações atômicas.

ISRAEL

Os diálogos finais para o acordo foram retomados no sábado (27) em Viena. No dia seguinte, o principal opositor ao acordo, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, acusou as potências de ceder ao Irã.

“Vemos diante de nossos olhos uma forte retração dos limites que as potências mesmas colocaram recentemente. Não há razão para assinar de forma apressada este acordo ruim, que fica pior a cada dia.”

Membros da delegação americana consideraram a declaração absurda e dizem que não teriam levado quase dois anos negociando. O chefe de governo israelense foi um dos principais críticos do acordo preliminar, anunciado em abril.

Pelo acordo, o Irã deve reduzir consideravelmente o número de suas centrífugas, que servem para transformar o urânio, e limitar o enriquecimento a 3,67%, suficiente para geração de energia.

Enriquecido a 90%, o material é utilizado para a fabricação de bombas. Dessa forma, Teerã suspenderá por ao menos 15 meses o enriquecimento de urânio na usina subterrânea de Fordo.

Sobre as sanções, os países ocidentais desejam um levantamento progressivo da punição, de acordo com uma verificação dos compromissos do Irã pela AIEA.

Por Folhapress

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