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Ipaam multa empresas em R$ 986 mil por extraírem e comercializarem madeira de áreas ilegais

A ação de fiscalização foi realizada entre os dias 21 e 26 de agosto, pela Gerência de Controle Florestal - foto: divulgação

A ação de fiscalização foi realizada entre os dias 21 e 26 de agosto, pela Gerência de Controle Florestal – foto: divulgação

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) embargou e multou em quase R$ 1 milhão duas madeireiras nos municípios de Apuí e Novo Aripuanã, respectivamente a 453 e 227 quilômetros de Manaus, no Sul do Amazonas, por fraude em sistema DOF (Documento de Origem Florestal) e por possuírem em depósito madeira em tora e serrada sem comprovação da origem. A ação de fiscalização foi realizada entre os dias 21 e 26 de agosto, pela Gerência de Controle Florestal.

Foram apreendidos 423,5128m3 (metros cúbicos) de madeira (314,4519m3 de madeira em tora e 109,0608m3 de madeira serrada) das espécies nativas Angelim, Cedrinho, Copaibão, Cumarú, Cupiuba, Faveira, Garapeira, Ipê, Maçaranduba, Roxinho e Sucupira. A ação resultou na aplicação de 1 (um) termo de embargo/ interdição e na lavratura de 2 (dois) autos de infração que totalizaram R$ 986.073,80 em multas.

Em Novo Aripuanã, os infratores “esquentavam” as toras de madeira extraídas de áreas de desmatamento ilegal como se fossem do Plano de Manejo Florestal (PMFS). A fiscalização ocorreu por meio de denúncia ao Ipaam e através do acompanhamento do sistema federal DOF. Os selos presentes nas toras de madeira como se fossem legais eram fraudados e não faziam referência a nada.

Em geral, a madeira nobre extraída do Sul do Amazonas é comercializada nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, sendo utilizadas para fabricação de pisos, decks, forros, vigamentos, portas e mobílias.

Como não possuem origem legal, as madeiras serão doadas para instituições filantrópicas e prefeituras cadastradas no Ipaam e geralmente são reaproveitadas para a construção civil.

Com informações da assessoria

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