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Ipaam multa Cigs, 1º BIS e CMA pela morte de onça que participou da passagem da Tocha em Manaus

O laudo final apontou negligencia por parte do exército com os cuidados a Juma e no abate do animal - foto: Marcio Melo

O laudo final apontou negligencia por parte do exército com os cuidados a Juma e no abate do animal – foto: Marcio Melo

O Comando Militar da Amazônia (CMA), o 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) e Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), serão multados em R$ 40 mil, devido a morte da onça Juma, ocorrida durante a passagem da tocha olímpica por Manaus, no dia 20 de junho. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), concluiu na manhã desta quinta-feira (7), o relatório técnico sobre o fato. O laudo final apontou negligencia por parte do exército com os cuidados a Juma e no abate do animal.

O documento apresentado hoje pelo Ipaam, mostra que ao todo serão cinco multas que totalizam o valor de R$ 40 mil. O instituto esclareceu que o CMA foi autuado em R$ 5 mil por contribuir para a utilização de um espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente. O CIGS foi autuado em $ 5 mil por utilizar o animal sem a autorização do órgão ambiental competente. Enquanto o 1º BIS recebeu três multas: uma de R$ 5 mil por transportar o animal sem autorização, outra de R$ 5 mil por mantê-lo em cativeiro sem a devida autorização; e outra de R$ 20 mil por construir e fazer funcionar mantenedouro da fauna sem a licença do órgão ambiental.

Durante o período de perícia, o Ipaam realizou três vistorias, sendo duas no CIGS e uma no BIS, onde foi avaliado o recinto onde vivia a Juma e informações do incidente e sobre à necropsia do animal.

“Eles tinham duas onças: o Simba, que estava autorizado na parte do pavilhão do CIGS, e a onça Juma que não estava autorizada e mesmo assim estava próximo ao recinto das onças. O que ocorreu no incidente foi que um dos mosquetões, uma estrutura metálica que prendia a coleira se soltou, por apresentar uma falha. Neste momento ela escapou dos tratadores. Temos o laudo da necropsia que diz que foram dados os tiros na região frontal. Não foi que o animal fugiu e atiraram por trás. Ele (o animal) estava correndo na direção da pessoa que atirou”, ressaltou o gerente de Fauna do Ipaam, Marcelo Garcia.

Ainda segundo Marcelo, o relatório técnico do Ipaam será remetido ao Ministério Público Federal (MPF), para que sejam adotadas as medidas cabíveis. As multas estão baseadas na Lei de Crimes Ambientais 9.605/ 1998 e no Decreto 6.514/2008. Os autuados terão 20 dias para apresentar a defesa e, depois desse prazo, podem recorrer ao Ipaam e ao Conselho Estadual de Meio Ambiente.

“O Ipaam deu ciência das infrações ao Exército. Já notificamos o CMA para informar se existe alguma outra unidade do Estado com este tipo de animal felino, para que eles possam regularizar para assegurar a proteção da onça e de todos”, finalizou o gerente.

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