Dia a dia

Intervenções artísticas destacam espaços urbanos de Manaus

Arte da grafitagem revela o espaço urbano, por meio de desenhos coloridos e realistas, o que chama a atenção de quem passa pelo local – foto: Semcom

Arte da grafitagem revela o espaço urbano, por meio de desenhos coloridos e realistas, o que chama a atenção de quem passa pelo local – foto: Semcom

Aos poucos, Manaus se transforma em uma galeria de artes a céu aberto com as criativas pinturas presentes em pilares, muros e viadutos da cidade. A arte urbana agora estará presente também nos complexos viários dos bairros Coroado e São José, na Zona Leste, e Flores, Zona Centro-Sul.

Serviços de limpeza e pintura dos viadutos estão em andamento pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). Finalizados os trabalhos no Complexo Viário Gilberto Mestrinho, localizado no bairro Coroado, as equipes se concentram agora na pintura do Complexo Viário de Flores.

Após a pintura dos viadutos, em cores predominantemente brasileiras com tons sutis para não conflitar com a paisagem urbana, as paredes de concreto se tornarão telas para grafitagens figurativas e assinaturas de praticantes da arte na região.

O subsecretário de Obras Públicas da Seminf, Antônio Nelson, explica que valores regionais estarão representados nessas novas intervenções urbanas. “Em alguns desses paredões faremos parceria com grupos de grafite da terra para mostrar seus trabalhos artísticos, sempre lembrando paisagens urbanas e regionais”.

O grupo Point Paint Graffiti Shop, formado pelos artistas Odois, Pot, I Love Magenta, Turenko Beça e Dabela Neto foi o responsável pelas novas paisagens expostas no Passeio do Mindu, situado no Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul, reinaugurado no dia 2 de julho.

O próximo local a receber as intervenções elaboradas pelo grupo é o Complexo Viário de Flores, na Zona Centro-Sul. “Recebemos a proposta do viaduto com muita felicidade. Estamos querendo mesclar com o grafite, o grafite de rua mesmo. Pretendemos seguir as nossas raízes amazônicas e trabalhar com elementos da fauna Amazônica”, explica um dos integrantes do grupo, Rodrigo Pot.

As expressões artísticas quebram a frieza do concreto cinza e tornam as obras de arte contemporânea ao alcance da população. “É a nossa forma de contribuir para o cotidiano das pessoas que vivem aqui. E também uma oportunidade de fazer um trabalho grande, em um tamanho que nunca fizemos”, comenta o artista.

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