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Interpol fecha cerco contra o traficante ‘João Branco’, foragido há um ano

‘João Branco’ escapou do Compaj em março do ano passado e, desde então, vem sendo procurado – foto: arquivo AET

‘João Branco’ escapou do Compaj em março do ano passado e, desde então, vem sendo procurado – foto: arquivo AET

Agentes da Interpol na Venezuela, sob a orientação de policiais federais do Amazonas, estão cada vez mais próximos de prender o narcotraficante João Pinto Carioca, o ‘João Branco’, o número 2 da facção Família do Norte (FDN).

Procurado há mais de um ano pelo envolvimento na morte do delegado da Polícia Civil, Oscar Cardoso, ‘João Branco’, – que fugiu pela porta da frente do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em março de 2014, – se refugiou em terras venezuelanas e de lá tem comandado o tráfico de drogas no Estado.

Questionado se o narcotraficante havia sido preso ontem, o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Marcelo Rezende, negou a informação, mas “deixou no ar” que a polícia avança na caçada ao criminoso. Há um mandado de prisão expedido pela Justiça, e que está aberto.

“Não posso falar e nem entrar em detalhes para não atrapalhar nosso planejamento. Pedimos apoio dos policiais de outros países”, frisou o delegado, que se recusou informar em qual região da Venezuela o narcotraficante ‘João Branco’ está escondido. “A gente espera um bom resultado nas investigações”, destacou.

O narcotraficante era um dos alvos da operação La Muralla, deflagrada na última sexta-feira, pela Polícia Federal, que resultou na prisão de 97 pessoas, entre elas, sete advogados e um vereador, e na apreensão de 25 veículos – entre motocicletas e carros de luxo – e mais de R$ 1 milhão em espécie.

A ação da Polícia Federal iniciou uma saga para desmantelar a maior organização criminosa do Amazonas, a FDN. Na ocasião 17 traficantes, entre eles o criador do bando, José Roberto Fernandes Barbosa, o ‘Zé Roberto da Compensa’, foram transferidos para presídios federais. Marcelo Rezende informou que nos últimos dias, a PF obteve várias provas e depoimentos que sustentam a organização da FDN e seus pontos de atuação.

“Conseguimos mais provas que comprovam a participação de todos os envolvidos”, disse o superintendente, informando ainda que dos 97 presos na operação, até o momento nenhum suspeito ganhou liberdade provisória.

Por Walter Junio

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