Economia

Interessados em comprar imóvel em feirão dizem que entrada dificulta negócio

Exigência de um sinal equivalente a 30% do valor do imóvel é o principal obstáculo para aqueles que procuraram um imóvel na 11ª edição do Feirão da Caixa, neste sábado (23) – foto: Elza Fiúza/ABr

Exigência de um sinal equivalente a 30% do valor do imóvel é o principal obstáculo para aqueles que procuraram um imóvel na 11ª edição do Feirão da Caixa, neste sábado (23) – foto: Elza Fiúza/ABr

A 11ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria reúne vendedores otimistas e compradores em busca de uma boa oportunidade para adquirir um imóvel com boas condições de financiamento.

Este ano, o foco da Caixa é o financiamento de habitação popular do Programa Minha Casa, Minha Vida e das demais operações com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cujo teto é R$ 190 mil.

Após quatro anos tentando reunir condições para comprar um imóvel, a vigilante Natália Rodrigues de Lima, de 32 anos, não conseguia segurar a empolgação com a compra de um imóvel de R$ 135 mil pelo programa acertada nesta manhã.

“Até agora não estou acreditando que consegui, não consigo parar de pensar nisso, que agora é verdade”, disse.

Segundo ela, o apartamento de três quartos, sendo uma suíte, e duas vagas de garagem é perfeito morar com o namorado e os três filhos. O melhor, na avaliação da vigilante, foi o valor de R$ 600 que pagará de prestação.

“Hoje pago R$ 900 de aluguel, nada melhor que pagar menos por algo que é meu”, comemorou, acrescentando que a compra só foi fechada porque ela conseguiu negociar a entrada com um sinal baixo, R$ 6 mil.

Não só para Natália o sinal foi determinante. Todas as pessoas interessadas realizar o sonho da moradia própria ouvidas pela reportagem da Agência Brasil disseram que a exigência de um sinal alto, na maioria das vezes em torno de 30% do valor do imóvel, tem impedido a concretização de novas aquisições.

É o caso do professor Cleber Monteiro de Almeida, de 23 anos, que se interessou por um apartamento de dois quartos avaliado em R$ 150 mil. “A entrada está pesada, por isso ainda não fechei”, disse Almeida sobre o sinal de R$ 45 mil exigido para fazer o negócio.

Preços acessíveis

Mesmo com os dois aumentos de juros do financiamento habitacional anunciados pela Caixa este ano, os interessados ouvidos pela reportagem disseram que os preços dos imóveis estão acessíveis.

Para compensar o valor da entrada muito elevado para o bolso de muitos visitantes do feirão, corretores têm oferecido dispensa de várias taxas cartoriais como o pagamento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

O brigadista Xavier Coelho, de 34 anos, é outro que está a procura de uma entrada mais suave para comprar um apartamento ou casa até R$ 150 mil reais. Ele diz que antes do feirão procurou as construtoras, mas foi orientado a esperar a o evento para aproveitar facilidades especiais.
“Soube que aqui alguns estandes estão parcelando a entrada, isso pode me ajudar”, disse.

Só em Brasília o Feirão Caixa da Casa Própria tem mais de 5.620 imóveis em oferta. Além da capital federal, o evento está sendo realizado em Uberlândia (MG), Porto Alegre e Florianópolis. A assessoria de imprensa da Caixa diz que só vai divulgar o volume de negócios fechados em Brasília ao final do evento.

Por Agência Brasil (ABr)

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