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Intenção de consumo das famílias registra maior queda mensal na região Norte

Aumento da inflação e piora dos indicadores de emprego e renda deixaram o consumidor mais pessimista e menos disposto a se endividar com compras de longo prazo – foto: arquivo EM TEMPO

Aumento da inflação e piora dos indicadores de emprego e renda deixaram o consumidor mais pessimista e menos disposto a se endividar com compras de longo prazo – foto: arquivo EM TEMPO

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Norte do país desabou 20,6% na comparação de junho com igual mês do ano passado, conforme pesquisa nacional da Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços (CNC), divulgada nesta quinta (18).

Embora a queda tenha sido menor do que a apurada na média nacional (-23,8%), a retração em relação a maio foi de 5,9%, a maior verificada pela sondagem nas cinco regiões do Brasil, que pontuou 4,8% na mesma comparação.

O Norte brasileiro registrou 94,9 pontos, ocupando a segunda pior posição, depois do Sudeste (79,9). Valores abaixo dos 100 pontos ficam abaixo da ‘zona de indiferença’, observa a CNC, indicam insatisfação com a situação atual.

Em todo o país, as únicas regiões a despontarem na ‘zona positiva’ foram o Nordeste e Centro-Oeste, e ainda assim registraram baixa em relação aos períodos anteriores.

Energia e alimentos

Na análise da CNC, tendo por base números globais, a inflação foi o fator preponderante para o pessimismo, em especial a escalada de preços da energia elétrica e alimentação.

A inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que reflete os custos que mais pesam no orçamento das famílias, ficou em 0,74% em maio. É a maior taxa para o mês desde 2008 (+0,79%). Em 12 meses o índice atingiu 8,47%, valor mais alto desde dezembro de 2003 (+9,3%).

Na média entre as regiões brasileiras, o nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou queda de 5,1% na comparação mensal. As famílias com renda acima de dez salários mínimos apresentaram recuo de 3,6%.

O índice das famílias mais ricas está em 91,1 pontos, e o das demais, em 92 pontos. Os índices abertos por faixa de renda também continuam abaixo dos 100 pontos.

Piora global

O levantamento também apontou piora na percepção das famílias da região nos últimos 12 meses, em relação a emprego (-8,1%), perspectiva profissional (-2,8%), renda atual (-17,4%), acesso a crédito (-26,7%) e consumo (-30,8%), embora a pontuação esteja abaixo dos 100 apenas nos dois últimos quesitos.

Confrontada com os números, a análise da CNC salientou que os indicadores permaneceram nas mínimas históricas, durante o período.

Por equipe EM TEMPO Online

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