Dia a dia

Instituto Mamirauá busca ampliar tecnologias sociais

Técnicos instalam placas de energia solar fotovoltaicas utilizadas para o bombeamento e filtragem de água, usadas por 16 comunidades - foto: divulgação

Técnicos instalam placas de energia solar fotovoltaicas utilizadas para o bombeamento e filtragem de água, usadas por 16 comunidades – foto: divulgação

Desde o início de sua atuação na região do médio Solimões, o Instituto Mamirauá, localizado em Tefé (a 523 quilômetros de Manaus), vem experimentando tecnologias para a melhoria da qualidade de vida das populações ribeirinhas. Muitos modelos foram instalados e testados como projetos-piloto. Após atestar a eficácia de alguns desses projetos, o desafio dos técnicos e pesquisadores é estender as iniciativas para outras regiões.

Ana Claudeise do Nascimento, socióloga e pesquisadora do Instituto Mamirauá, ressaltou que a tecnologia social é desenvolvida a partir da detecção de demandas locais. Como é o caso da dificuldade de acesso à água potável ou à energia elétrica pelas comunidades ribeirinhas das reservas Mamirauá e Amanã.

“Trabalhamos no sentido de experimentar tecnologias que sejam viáveis a localidades rurais que possuem características ambientais e sociais desafiadoras, como a várzea amazônica. O desafio é fazer com que essas tecnologias sociais, que foram testadas e que apresentam resultados significativos de mudanças na vida dessa população rural que não tem acesso à energia elétrica, ou ao abastecimento de água nos domicílios ou ao saneamento básico, possam ganhar escala e se tornarem políticas públicas para a região amazônica”, comentou.

Experimentos

Com o acompanhamento de pesquisadores e técnicos, desde a década de 1990, o Instituto Mamirauá já implementou mais de 13 experiências em ambientes de várzea, alcançando, aproximadamente, 50 comunidades ribeirinhas nas duas unidades de conservação. Entre essas iniciativas estão os fogões e fornos ecológicos, a máquina de gelo solar, e sistemas de bombeamento e tratamento de água por energia solar fotovoltaica, laboratório de diagnóstico de malária, sanitários secos, entre outros.

A socióloga relatou que, muitas vezes, os setores responsáveis pela implementação desses serviços acreditam que não há modelos que possam atender a essas localidades remotas e em ambiente alagável.

“Todos esses experimentos mostram que é possível sim levar energia para uma comunidade rural, é possível levar água encanada para uma comunidade rural, só não podemos seguir o modelo convencional dos centros urbanos, é preciso encontrar formas de adaptação desse modelo, que atendam essas demandas locais”, salientou.

Com informações da assessoria

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