Economia

Inovação e tecnologia crescem em Manaus

Além de conferir mais de 200 consoles de todas as gerações, os visitantes poderão jogar em mais de 30 consoles clássicos - foto: Diego Janatã

Além de conferir mais de 200 consoles de todas as gerações, os visitantes poderão jogar em mais de 30 consoles clássicos – foto: Diego Janatã

O mercado de inovação e tecnologia, no ecossistema de startups do Amazonas, vem se fortalecendo num cenário de crise que atinge de morte as principais atividades econômicas. Empreendedores, universidades e gigantes do setor de tecnologia têm investido e fomentado startups com foco em desenvolvimento de jogos e aplicativos para smartphones.

O gerente de produtos da startup MegaClub, Danilo Siqueira, é um dos exemplos de que investir em inovação e tecnologia é uma boa aposta. Ele conta que o aplicativo MegacLub surgiu da ideia de um jogador profissional da Mega-Sena, para com técnicas e ferramentas matemáticas analisar a série histórica dos sorteios. O resultado foi um aprendizado sobre como usar estatísticas para melhorar as chances de acertar as dezenas sorteadas.

Danilo conta que o investimento para criação do aplicativo foi de R$ 50 mil e espera, em apenas um mês, o retorno de R$ 60 mil por mês. Segundo Danilo, a startup nasceu após uma pesquisa e uma brecha no mercado de aplicativo em Manaus e no país. O site da startup é www.megaclub.io e o aplicativo pode ser baixado pela GooglePlay.

“Estamos disponibilizando o aplicativo gratuitamente. Temos outras ferramentas para ajudar ainda mais os usuários a melhorar suas chances. Quando tudo estiver pronto, devemos cobrar pelo serviço. A cada concurso enviamos dicas aos usuários do aplicativo. Além disso, acabamos de atualizar o aplicativo com uma nova funcionalidade. O Megaclub verifica automaticamente os seus jogos e diz quantas dezenas você acertou”, explica.

Ocean

Criada em 2012, a Ocean foi bancada pela multinacional Samsung e Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para desenvolver em Manaus jogos e aplicativos para celulares, com metas ousadas para os próximos anos. Segundo o professor e coordenador de sistema de informação e desenvolvimento e de jogos eletrônicos da UEA, Jucimar Maia da Silva, a meta é desenvolver um jogo que custe US$ 1 bilhão e mude toda a economia da cidade.

“Pensamos assim porque normalmente os alunos daqui, quando se formam, ganham muito bem, entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. Isso é bom, mas também tem o lado ruim. O lado negativo é que se formos pegar um aluno de outra região, o sonho dele é formar uma empresa. O sonho dos nossos alunos é trabalhar no distrito, nas empresas”, observa o professor.

De acordo com Jucimar, a Ocean busca fazer em Manaus como já acontece em outras capitais, como Recife e São Paulo, que o desenvolvimento de jogos não dependa somente de um setor de negócios, mas de se auto sustentar. Ele diz que se busca implantar o modelo que existe nas universidades americanas.

“Se pegarmos a maior empresa do Brasil, a Petrobras, e formos comparar com a Google, que é dez vezes maior que ela, ou o Facebook, então temos a ideia de quanto o mundo das ideias hoje é importante. Nossa meta é desenvolver um jogo, uma startup daqui de dentro da UEA, que consiga chegar a valer US$ 1 bilhão de dólares. Potencial nós temos, temos pessoas, ideias”, afirma o professor.

No mundo dos jogos bilionários

Seguindo a cartilha das grandes empresas, segundo o coordenador de desenvolvimento de jogos em Manaus, as startups manauaras já criaram jogos que ficaram entre os 5 melhores do país, recentemente.  Nesse mercado bilionário, ele afirma que recentemente uma empresa norte-americana chegou a comprar um joguinho para smartphone por US$ 4 bilhões de dólares.

“Essa empresa custou mais caro que toda a franquia Star Warriors. Os jogos para smartphones é o futuro, porque todo mundo tem um celular na mão, conectado a todo momento. Se conseguimos um desses, simplesmente a gente muda toda a economia de Manaus, e estamos atrás dessa meta”, sonha o professor.

A Samsung percebeu que a UEA tinha esse potencial e então na hora de ela escolher uma cidade para implantar esse sistema nos escolheu. Em São Paulo, esse modelo de universidade com Ocean funcionou tão bem que eles mudaram a forma deles e imitaram o nosso modelo.

Passeio por mais 40 anos de games

Ainda nesse mundo de produção e consumo de tecnologia, desde ontem (4) até o dia 26 de junho, os apaixonados por jogos poderão conhecer o Museu do Videogame Itinerante, no Shopping Ponta Negra, Zona Oeste. Somente em 2015 a amostra recebeu mais de 3,5 milhões de visitantes em nove Estados e é o primeiro do gênero do país registrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Além de conferir mais de 200 consoles de todas as gerações, os visitantes poderão jogar em mais de 30 consoles clássicos, que passam pelo Telejogo, Atari, Nintendinho, Master System, Mega Drive e Super Nintendo até os modelos mais recentes, como PlayStation 4, Xbox One e Wii U. Entre as atrações também haverá desafios Just Dance, simuladores de corrida, desfile de cosplay e muitos outros.

Conforme o curador do museu, o mato-grossense-do-sul Cleidson Lima, entre as relíquias estão o primeiro console fabricado no mundo, o Magnavox Odyssey, de 1972, o Atari Pong (primeiro console doméstico da Atari), de 1976, o Fairchild Channel F, de 1976 (primeiro console a usar cartuchos de jogos), o Telejogo Philco Ford, de 1977 (o primeiro videogame fabricado no Brasil), o Nintendo Virtual Boy, de 1995 (primeiro a rodar jogos 3D), entre outros.

Um dos diferenciais do Museu do Videogame Itinerante é que, além de conhecer consoles e jogos raros, os visitantes também podem jogar em alguns videogames que fizeram história, tais como o Telejogo Philco-Ford, Atari 2600, Odyssey, Nintendinho 8 bits, Master System, Mega Drive, Sega CD, Super Nintendo, Neo Geo, Panasonic 3DO, Turbografx, Nintendo 64, Game Cube, Sega Dreamcast, Xbox, Playstation 1, PlayStation 2, entre outros.

Por Stenio Urbano

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir