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Inovação é alternativa a falta de emprego formal, diz UEA

Ciclo de palestras na Universidade do Estado do Amazonas tem como objetivo promover a cultura do empreendedorismo e inovação no ambiente acadêmico e na comunidade em geral – foto: divulgação

Ciclo de palestras na UEA tem como objetivo promover a cultura do empreendedorismo e inovação no ambiente acadêmico e na comunidade em geral – foto: divulgação

Inovar e empreender são alternativas ao emprego de carteira assinada em época de crise econômica. E oportunidades de bons negócios estão em setores que envolvem necessidades básicas como alimentação e vestuário. Mas entrar no mundo empresarial requer mudança de hábitos e conhecimento. Na busca de incentivar a cultura do negócio próprio, a Agência de Inovação da Universidade do Estado do Amazonas (Agin-UEA) promove com um ciclo de palestras sobre empreendedorismo e criação de startups.

A chefe de Departamento de Extensão Tecnologia e Inovação da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciências, Tecnologia e Inovação (Seplan-CTI) e coordenador da Incubadora de Empresas da UEA, Sálvio Rizzato, disse que as oportunidades existem inclusive na crise. Segundo ela, basta identificá-las e buscar ideias inovadoras para se diferenciar no mercado.

“É preciso fazer com que as pessoas entendam como funciona o mercado. Nessa época de crise, muitos dizem que empreender não é bom. Mas, algumas empreendem por pura necessidade, justamente pela falta de emprego. Isso as leva a abrirem o próprio negócio. É um incentivo”, avaliou Rizzato.

Especialista em empreendedorismo, Rizzato afirmou que os bons negócios ainda são os de alimentação e vestuário, uma vez que eles mexem com a autoestima do consumidor. “As pessoas sentem a necessidade de buscar o prazer. São seguimentos que, apesar de estarem passando por períodos de queda, fazem parte das necessidades básicas do ser-humano”, lembrou. “Mas, para se sobressair é preciso buscar um diferencial com a finalidade de se destacar entre os concorrentes”, comentou.

Mas, para obter sucesso no empreendimento, a especialista observou que, o conhecimento e a vontade de se tornar empresário são dois fatores preponderantes. Ela avaliou que a maioria não tem ideia de como é difícil empreender e a falta de espírito empreendedor talvez seja a maior dificuldade para dar continuidade nos negócios.

“Quando se empreende por necessidade, ou seja, por falta de opção, não existe a paixão. Então, mediante as dificuldades, as pessoas desistem porque não conseguem perceber que aquilo vale a pena e a maioria volta a ser empregado”, disse. “É preciso cultivar a paixão, buscar conhecimento sobre o negócio e acreditar que aquilo vai deslanchar”, incentivou Rizzato.

O vice-reitor da UEA, Mario Augusto Bessa, disse que o ciclo de palestras pretende justamente estimular o gosto pelo empreendedorismo.  “Um dos objetivos da UEA é continuar promovendo o desenvolvimento de startups. A nossa ideia é promover a criação de um novo polo de desenvolvimento para o Amazonas”, disse Bessa. “A intenção é atrair gente com vontade de ter o negócio próprio, expandir, gerar empregos e se tornar investidor de novas empresas”, declarou.

Por Stênio Urbano e assessoria

 

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