País

Iniciativa mostra empoderamento digital de jovens e educadores brasileiros

A experiência de jovens, educadores sociais, professores, bibliotecários e empreendedores sociais mostrando como a tecnologia contribuiu para a melhoria de suas vidas e consequente aumento da capacidade da troca de experiências e crescimento pessoal no mundo virtual estão repercutindo nas redes sociais durante a Semana Nacional do Empoderamento Digital, que termina amanhã (1º).

Uma dessas pessoas é Tales Gomes, reconhecido pela publicação Forbes Brasil como um dos jovens empreendedores sociais mais promissores do Brasil abaixo dos 30 anos. Ele é um dos criadores da Plataforma Saúde, que usa tecnologias móveis para auxiliar comunidades com pouco acesso aos serviços básicos de saúde, Gomes destaca que é possível criar uma plataforma digital como essa, que gerencia dados de saúde e ajuda a prevenir doenças como hipertensão e diabetes. “Isso é empoderamento digital”, afirma.

O ativista do Coletivo Papo Reto, Raul Santiago, morador do Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, salienta também que, atualmente, já é possível usar o celular para denunciar violações de direitos humanos, por meio de fotos, vídeos e internet, ou para expor o que existe de positivo nas favelas do país. “Tornar a narrativa multimídia e jogar para longe a exclusão. Isso é empoderamento digital”, manifesta em seu depoimento na campanha coordenada pela organização não governamental (ONG) Comitê para Democratização da Informática (CDI).

O projeto foi iniciado em 2001, com a Semana Nacional da Inclusão Digital e, agora, em 2016, evoluiu para a Semana do Empoderamento Digital. A gerente de Relacionamento do CDI, Camila Rocha, disse que os desafios, 15 anos depois, são outros e objetivam mostrar que o empoderamento digital é “fazer uso qualificado da tecnologia para fortalecimento do ser humano e impacto social em suas comunidades”.

A ONG está convidando pessoas para que gravem vídeos e desmistifiquem o tema do empoderamento digital para a população. Esse tema, segundo ela, não é totalmente conhecido por toda a sociedade. “A gente está chamando pessoas que fazem uso da tecnologia como algo transformador e algo que conecte e empodere, para elas mesmas dizerem o que é o empoderamento digital na prática”. Os depoimentos são divulgados pelas redes sociais.

Camila Rocha enfatizou que, para que esse movimento possa influenciar na formulação de políticas públicas, ele tem de ser um movimento da sociedade como um todo. “Nesse primeiro momento, a gente quer desmistificar o tema, levando a consciência que tecnologia pode ser usada para impacto social e para o fortalecimento dos indivíduos. É o uso consciente. Não basta a pessoa ficar fazendo compras online ou nas redes sociais.  Você pode fazer um aplicativo para resolver um problema seu do dia a dia, de mobilidade, no transporte público; você pode fazer do uso da tecnologia algo realmente transformador”.

Segundo a gerente do CDI, a ideia é integrar a população para que, no futuro, sociedade, governo e todos os atores importantes juntos possam influenciar na criação de políticas públicas. Fundado há 21 anos, o CDI foi pioneiro do Brasil na bandeira da inclusão digital.

Por Agência Brasil

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