Economia

Iniciativa estimula troca de moedas em Manaus

A iniciativa de criar o sistema de troca veio da startup Cata Moeda - foto: Diego Janatã

A iniciativa de criar o sistema de troca veio da startup Cata Moeda – foto: Diego Janatã

Uma ideia inovadora pode ajudar o comércio de Manaus a recolher as moedas que tanto fazem falta na hora do troco. Com a novidade, os clientes poderão trocar as moedas que estão guardadas por bônus em compras.

Trata-se do equipamento CataMoedas, que vem sendo testado, desde o último mês de fevereiro em Manaus, que é a primeira cidade da Região Norte do país a receber essas máquinas. No total, são quatro equipamentos espalhados pela cidade dentro de algumas unidades da rede de drogarias Santo Remédio.

A iniciativa de criar o sistema de troca veio da startup Cata Moeda, que é uma empresa de tecnologia com sede em Florianópolis (SC).

A falta das moedas em circulação no mercado é grande em Manaus e comerciantes  locais se queixam na hora de passar o troco. “Às vezes, as pessoas vêm pela manhã comprar pão e trazem notas altas, o que é complicado, pois o dia acabou de começar e ainda não deu tempo de ter moedas para passar troco. Mesmo durante o restante do dia, faltam muitas moedas”, disse o proprietário da padaria Jota, Júlio Alves.

Aprovação

Alguns consumidores aprovam o equipamento CataMoedas com uma solução para falta de troco no comércio de Manaus. “Vou ter de trocar umas moedas que tenho guardadas, assim me livro delas que são pesadas, mas sem ter despesas”, afirmou o Marcus Oliveira Fanchin.

Atualmente, quatro unidades da rede de drogarias Santo Remédio – localizadas no Centro e nos bairros Nossa Senhora das Graças, Cidade Nova e Flores – contam com o CataMoeda, segundo informou a gerente comercial, Rebecca Thomé. Conforme ela, o cliente pode trocar as moedas por produtos da rede de drogarias ou por cédulas de papel. “Essa iniciativa aumenta a circulação de moedas”,  disse Rebecca.

Segundo Melba Brazão, gerente financeira da Santo Remédio, as máquinas irão abastecer toda a rede com moedas “Queremos atrair principalmente as famílias que têm cofres em casa e que podem contribuir para o aumento da clientela. Isso sem contar menos gastos com os bancos e o diferencial no mercado, já que as máquinas são as únicas da cidade”, explica.

Marketing

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, concorda que há uma grande escassez de moedas em Manaus, mas vê a iniciativa como uma jogada de marketing. “Serve para chamar o consumidor para comprar no estabelecimento. Não sei se terá sucesso”, disse.

Bicharra afirma que já participou de conversas com o Banco Central. Segundo a instituição, a logística é o principal empecilho para a chegada de moedas em Manaus.

O presidente da Aca afirmou ainda, que alguns empresários pagam até um preço maior para obter as moedas e suprir as necessidades dos clientes. O valor vai de 5% a 15% a mais para se ter as moedas.

O Banco Central estima que R$ 850 milhões estejam fora de circulação em todo o Brasil, ou seja, 7,2 bilhões de moedas perdidas, o equivalente a 4 anos e seis meses de produção da Casa da Moeda. Repor esse estoque custaria R$ 1,8 bilhão, segundo o Banco Central.

De acordo com a Casa da Moeda, foram fabricadas em 2015 cerca de 650 milhões de unidades, um equivalente a menos de 30% do total emitido em 2013.

Por Joandres Xavier

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