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Iniciativa envolvendo Setrab, Sine e SRTE-AM busca manter empregos no Amazonas

Acordos com empresários do segmento de alimentação vão assegurar empregos com qualificação – foto: Diego Janatã

Acordos com empresários do segmento de alimentação vão assegurar empregos com qualificação – foto: Diego Janatã

Para evitar mais demissões no Amazonas, a Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab) – por meio do Sine Amazonas – e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas (SRTE-AM) iniciaram nesta quinta-feira (24), a apresentação para empresários de um acordo que pretende beneficiar trabalhador e empregador, pelo prazo de três meses. Segundo o órgão estadual, de janeiro a julho deste ano, foram registradas mais de 21 mil demissões.

De acordo com o diretor do Setrab, Arilson Vieira, os primeiros 50 empresários a conhecerem o acordo são do segmento de alimentação. Segundo ele, nas próximas semanas a iniciativa será estendida aos setores do comércio, indústria e construção civil, segmentos que foram mais afetados com a crise.

Vieira disse que a ação visa paralisar as perdas dos postos de emprego da cidade será executada a partir do benefício do Seguro Bolsa Qualificação, com recurso oriundo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Ele explica que a bolsa foi criada pelo governo federal, em 1990, destinada a trabalhadores com vínculo empregatício de no mínimo seis meses e com risco de perderem o emprego em virtude das dificuldades financeiras das empresas, as quais suspendem o contrato de trabalho em um período que pode variar de três a cinco meses.

Durante o período de suspensão das atividades, Vieira explicou que os trabalhadores se qualificam com cursos patrocinados pelas empresas, ampliam as chances de permanecer no mercado, sem sofrer perdas salariais. “É uma alternativa para evitar os cortes no quadro de funcionários e uma chance de manter os postos de trabalho. É uma possibilidade de aquecimento para o mercado, uma vez que nos últimos meses os setores vêm apresentando perdas bastante significativas”, disse.

O secretário estadual do Trabalho, Breno Ortiz, destacou que a preocupação do governo não é apenas de inserir trabalhadores no mercado, mas assegurar a manutenção dos postos e orientar os empresários, a fim de evitar o desgaste entre os trabalhadores que estão empregados e os que sentem o peso da crise como uma ameaça. “Neste momento o benefício é uma alternativa às empresas, pois enquanto estiverem com suas atividades suspensas, os trabalhadores estarão se qualificando e recebendo o benefício”, frisou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), Waldemir Santana, comentou que a iniciativa dos órgãos fortalecerá o Polo Industrial de Manaus (PIM). Para ele, por mais que a situação esteja crítica, o mais importante é que nesses três meses os empresários terão a oportunidade de não demitirem.

“Não adianta demitir porque isso não irá resolver o problema, só aguçará a crise, uma vez que será menos dinheiro injetado na economia do Estado. Com o acordo, os postos que estavam ameaçados poderão ser mantidos e, com certeza, pelos menos 1,5 mil novas contratações serão feitas para dar o suporte necessário para a produção do final do ano, e isso é bom para o parque fabril. Realmente é um projeto louvável”, finalizou.

Por Gerson Freitas

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