Economia

Inflação e baixo crescimento desafiam o próximo governo, avaliam economistas

Inflação para quem ganha até cinco salários mínimos supera em 0,14 ponto percentual a taxa de 0,46% da inflação oficial - foto: Arquivo EM TEMPO

Juros, política fiscal e gradualismo ou não dos ajustes necessários para o país são alguns dos pontos levantados no debate entre os especialistas – foto: arquivo EM TEMPO

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, e o diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos Langoni, disseram, nesta segunda (22), que o baixo crescimento e a inflação alta são alguns dos principais desafios do próximo governo.

Os economistas abriram o seminário Cenários Pós-Eleição, evento que contou com a presença de representantes da área econômica das candidaturas dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB). O comitê de campanha da candidata a reeleição, presidenta Dilma Rousseff, não enviou representante ao seminário.

“Estamos preocupados com essa armadilha em que o Brasil se encontra de baixo crescimento e alta da inflação. O desafio de qualquer governo é desarmar essa situação”, disse Carlos Langoni, destacando que “há um consenso de que ajustes são inevitáveis na economia brasileira”.

Segundo Langoni, a crise recente na Europa mostra que, quanto mais esses ajustes demoram, maior é seu custo social e econômico.

“O Brasil ainda tem tempo. Estamos perto do limite e esse tempo tem que se aproveitado”, destacou. Para ele, ainda é importante discutir se há tempo para gradualismos ou se é preciso adotar “um tratamento de choque”.

O presidente da Firjan aponta que o país sofre com uma “trinca perigosa e perversa”, que combina superávit em nível baixo, juros altos e baixo crescimento.

“Uma coisa importante é que precisamos levar confiança não só a nós mesmos, mas ao mundo”, disse. Ele acrescentou que a imagem do país “não está boa”.

Gouvêa Vieira defendeu que a solução para combater a inflação não está na política de juros, mas em uma política fiscal de redução de gastos correntes, que reduza a pressão exercida sobre os preços.

“Caso contrário, vai ser difícil crescer com inflação”, encerrou.

Por Agência Brasil (ABr)

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