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Indústria do Amazonas registra a maior queda de produção do país

Governo (+2,25%) e setor produtivo (de 5% a 30%, dependendo do produto) divergem sobre o impacto dessa medida no preço final dos produtos – foto: arquivo EM TEMPO

Maiores quedas foram sentidas nos segmentos industriais de bebidas (-41,9%) e eletroeletrônicos (-36,7%), conforme dados divulgados pelo IBGE – foto: arquivo EM TEMPO

Em março, a produção industrial do Amazonas registrou o pior desempenho do país em praticamente todas as comparações, segundo a sondagem mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística junto ao setor, cujos dados foram divulgados nesta terça-feira (12).

A atividade desabou consideráveis 20,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, bem abaixo da média nacional (-3,5%). O IBGE destaca, por meio de texto distribuído à imprensa, que essa foi a 12ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto e a mais intensa desde julho de 2012 (-24,3%).

De janeiro a março, o tombo foi de 17,8% contra 5,9% da média nacional. Segundo o IBGE, foi o quarto trimestre seguido de recuo na produção da indústria amazonense e houve aceleração do ritmo de queda frente ao último trimestre de 2014 (-11,1%), todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

Em 12 meses, a retração chegou a 10,9%, mantendo a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (-9,5%) e assinalando a queda mais intensa desde outubro de 2009 (-11,1%). A média nacional nesse período apontou para queda de 4,7% na atividade da indústria brasileira.

A indústria amazonense só registrou alguma expansão (+0,5%) na passagem de fevereiro para março e, mesmo assim, após registrar duas taxas negativas seguidas neste tipo de confronto, período em que acumulou perda de 5,1%.

Eletroeletrônicos e bebidas

Os segmentos de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-36,7%), além do subsetor de bebidas (-41,9%) puxaram os números da indústria regional para baixo, na comparação com março de 2014.

O efeito negativo veio principalmente das linhas de produção de televisores e computadores pessoais portáteis (laptops, notebook, handhelds, tablets e semelhantes), além de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, respectivamente.

“Vale mencionar que a queda na produção desta última atividade foi especialmente afetada pela paralisação para manutenção em uma importante unidade produtiva do setor”, ressaltou o texto do IBGE, sem mencionar o nome da empresa do Distrito Industrial de Manaus.

Os principais impactos positivos da indústria vieram dos ramos de produtos de metal (+8,7%), de impressão e reprodução de gravações (+15,2%) e de máquinas e equipamentos (+12,7%), impulsionados pela maior fabricação de lâminas de barbear, no primeiro, discos fonográficos reproduzidos a partir de matrizes, e aparelhos de ar condicionado, respectivamente.

Retomada em setembro

Diante de números tão negativos, o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus, Athaydes Mariano Félix, disse que será uma sorte se o setor conseguir fechar 2015 com o mesmo resultado do ano passado.

Para Mariano, no entanto, há expectativas de melhora para a indústria local a partir de setembro, período em que a Zona Franca tradicionalmente começa a trabalhar com mais força para atender a demanda do comércio para as festas de fim de ano.

De acordo com o dirigente, algumas melhoras já podem ser observadas no plano macroeconômico com reflexos na indústria, a exemplo da menor instabilidade do dólar. “Uma crise não perdura por muito tempo, e nos próximos quatro meses pode ser que o cenário mude, que a indústria volte a crescer. Temos esta esperança”, concluiu.

Por equipe EM TEMPO Online com informações de Síntia Maciel (Jornal EM TEMPO)

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