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Indústria do AM tem nova queda e saldo negativo dos últimos 12 meses chega a 18,1%

A queda na fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos contribuiu para os resultados negativos – foto: divulgação

A queda na fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos contribuiu para os resultados negativos – foto: divulgação

Na passagem de março para abril, a produção industrial do Amazonas registrou queda de 13,5%, e eliminou parte do crescimento de 21,8% verificado no mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o resultado negativo chegou 18,1% e na comparação com o mesmo mês de 2015 a queda foi de 21,3%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (8).

Ainda de acordo com a pesquisa, os resultados negativos se devem, em grade parte, à queda na fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores, gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo, telefones celulares, receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e relógios de pulso), de outros equipamentos de transporte (motocicletas e suas peças), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, naftas para petroquímica e óleos combustíveis) e de máquinas e equipamentos (aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis – inclusive os do tipo ‘split system).

Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a queda na produção industrial é reflexo do cenário econômico no país. “Nossos produtos, na sua grande maioria, são destinados ao mercado interno. Se está fraco o mercado, a indústria também despenca. Já temos um número expressivo de desempregados e as pessoas que estão empregadas também não têm segurança e retraem no consumo, comprando apenas o que chamamos de produtos de primeira necessidade”, comentou.

Périco acredita que a mudança na economia não vai acontecer de uma hora para outra, mesmo com a mudança de presidente. “Com esse novo gestor [Michel Temer], porque para mim é mesmo governo, a expectativa é mais positiva. A crise não começou por erros de seis meses atrás e sim por uma série de equívocos de muitos anos. A melhora não vai acontecer de uma hora pra outra”.

Em termos de Brasil, a pesquisa do IBGE mostrou que a indústria nacional apresentou im ligeiro crescimento (0,1%) de março para abril, o que reflete expansões nos parques fabris de cinco dos 14 locais pesquisados, com destaque para o avanço mais intenso de Pernambuco (10,2%), segunda taxa positiva consecutiva e acumulando no período expansão de 13,1%.
Também fecharam com resultados positivos em suas industrias São Paulo (2,6%), Minas Gerais (2,4%), Goiás (0,8%) e Rio de Janeiro (0,7%), todos com crescimento acima da média nacional de 0,1%, entre março e abril.

Já entre os locais com queda na produção, além do Amazonas, tiveram queda o Rio Grande do Sul (-3,6%), Bahia (-2,5%), Santa Catarina (-2,2%), Ceará (-2,1%), Espírito Santo (-1,4%), Região Nordeste (-1,3%), Pará (-0,5%) e Paraná (-0,5%).

Abril de 2015
A queda de 7,2% na produção industrial brasileira em abril deste ano, em comparação a igual mês do ano passado, é generalizada e reflete retração na produção do parque fabril em 13 dos 15 pontos pesquisados pelo IBGE.

Os desempenhos negativos da indústria foram encabeçados em abril pelo Espírito Santo, a queda mais intensa na comparação com o mesmo mês do ano passado, com retração de 21,9%; seguido do Amazonas (-21,3%).

Também apresentaram quedas mais acentuadas do que a média nacional de 7,2%, o Rio de Janeiro (-9,5%), Pernambuco (-7,9%), Rio Grande do Sul (-7,5%) e Paraná (-7,5%). Completam o quadro de retrações na indústria no mês, embora com quedas abaixo da média global, Santa Catarina (-5,9%), Goiás (-5,5%), Minas Gerais (-4,1%), Região Nordeste (-2,7%), São Paulo (-2,6%), Bahia (-1,1%) e Ceará (-0,6%).

As duas únicas regiões com expansão em suas atividades industriais foram o Pará (8,2%), impulsionado pelo comportamento positivo vindo de indústrias extrativas (minérios de ferro bruto); e Mato Grosso, cuja expansão de 2% decorreu, principalmente, de produtos alimentícios (carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas e carnes e miudezas de aves congeladas).

Acumulado
A queda de 10,5% na produção industrial no resultado acumulado no ano (janeiro-abril), frente a igual período do ano anterior, reflete resultados negativos também generalizados, atingindo 12 dos 12 locais pesquisados.

Destes, quatro recuaram com intensidade superior à média nacional: Espírito Santo (-22,3%), Pernambuco (-22,1%), Amazonas (-21,7%) e São Paulo (-11%). Com quedas expressivas, embora inferiores à média nacional, figuram Minas Gerais (-10,1%), Rio de Janeiro (-9,9%), Goiás (-8,4%), Paraná (-8,4%), Santa Catarina (-8,0%), Rio Grande do Sul (-6,9%), Ceará (-6,7%) e Região Nordeste (-4%).

Por equipe EM TEMPO Online

Com informações da Agência Brasil

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