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Indústria amazonense quer mercado livre de energia

Abraceel apresentará proposta ao ministro de Minas e Energia a fim de garantir acesso a todas unidades fabris instaladas no Brasil – foto: Ione Moreno

Abraceel apresentará proposta ao ministro de Minas e Energia a fim de garantir acesso a todas unidades fabris instaladas no Brasil – foto: Ione Moreno

Com o dilema que se transformou a energia elétrica para os brasileiros – e mais ainda para os 900 mil consumidores amazonenses -, as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) estudam a possibilidade de aderirem ao Mercado Livre de Energia. A alternativa passou a ser avaliada como necessária depois da validação do reajuste da tarifa de energia elétrica no Amazonas, que para os consumidores de média e alta – como a indústria – será de 42,55%, além do retroativo do mês de novembro.

De acordo com presidente da Confederação das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a possibilidade já chamou a atenção das indústrias amazonenses principalmente por conta do peso que se tornou o aumento na tarifa da energia elétrica cobrada pela Eletrobras Amazonas Distribuição. “É uma alternativa que está sendo estudada por algumas dessas empresas. Agora essa alternativa está sendo mais procurada por conta do aumento da tarifa”, explicou.

A intenção das empresas do da indústria amazonense ganha força com a iniciativa da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), que defendeu nesta terça-feira (26) o acesso de todas as unidades fabris instaladas no Brasil ao mercado livre de energia. Segundo a entidade, a medida estimularia o setor produtivo, com redução da taxa inflacionária e impulso ao crescimento econômico.

A fim de ampliar o alcance, a Abraceel, entregará nesta quinta-feira (28), ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, dois estudos sobre o assunto. Os levantamentos projetam uma redução de 46% na conta de energia elétrica das indústrias, que podem negociar diretamente no mercado livre de energia.

Segundo a entidade, “atualmente, apenas 15 mil indústrias no país têm acesso ao mercado livre, por força da regulação em vigor, sendo que o país possui cerca de 330 mil indústrias”. A entidade destacou que a previsão de preços “extremamente favoráveis” no mercado livre de energia pelo período de 2016 a 2020, “em função da sobra energética no sistema”.

Mercado Livre de Energia é um segmento do setor elétrico onde as operações de compra e venda de energia elétrica ocorrem por meio de contratos livremente negociados entre as partes, comprador e vendedor. Nesse ambiente o consumidor pode escolher de quem quer comprar a energia.

O novo modelo do setor elétrico brasileiro foi instituído pela lei 10.848/2004, com a criação de dois ambientes de contratação de energia elétrica, o ACR – Ambiente de Contratação Regulada (Mercado Regulado) e o ACL – Ambiente de Contratação Livre (Mercado Livre). A principal vantagem neste ambiente é a possibilidade de o consumidor convencional escolher entre os diversos tipos de contratos, aquele que melhor atenda às expectativas de custo e benefício.

Residencial
De acordo com o assessor de imprensa da Abraceel, Thiago Nassa, a ideia é ampliar o acesso ao mercado livre para todos os segmentos da sociedade, tal qual o consumidor que pode escolher a operadora de telefonia celular. Atualmente, só tem acesso ao chamado mercado livre de energia elétrica quem consome o mínimo de 500 KW todos os meses. O setor industrial representa a maior parte desse mercado, cerca de 92%.

Por Fred Santana

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