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Indígenas ocupam sede da Funai em Manaus e pedem apoio a reivindicações

Ao menos 400 indígenas participaram do ato - foto: Diego Janatã

Ao menos 400 indígenas participaram do ato – foto: Diego Janatã

Com cartazes, arco, flecha, rosto e corpo pintado, pelo menos 400 indígenas de diversas etnias participaram na manhã desta quarta-feira (13) em Manaus do movimento ‘Ocupa Funai’. O grupo saiu do Boulevard Álvaro Maia, na Zona Centro-Sul, e seguiu em passeata para a sede do órgão, onde ocupou simbolicamente o prédio. O protesto finalizou com um grande ato na praça de São Sebastião, no Centro, onde os participantes encenaram danças, rituais e outras manifestações culturais.

De acordo com o coordenador do Fórum de Educação Escolar Indígena (Foreeia), Gersem Baniwa, o ato pacífico teve o objetivo de chamar a atenção das autoridades e da sociedade para as mais diversas situações que a política indigenista e os povos indígenas vêm enfrentando, com a mudança de governo e crise política. Segundo ele, o movimento também é uma demonstração de apoio à Funai.

“O movimento é ‘Ocupa Funai’, mas curiosamente é a favor da Funai, porque nós queremos uma Funai fortalecida, que tenha um presidente novo. Um presidente sensível com o compromisso dos direitos indígenas, garantido na constituição, principalmente no que diz a respeito aos direitos das terras, saúde e educação. Faz um pouco mais de um mês que estamos sem presidente. O governo está tentando articular um militar para a presidência, mas não queremos. Tem de ser alguém que ajude os direitos indígenas”, disse.

Baniwa explicou que os indígenas aproveitaram o movimento para protestar sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que tramita na Câmara e altera as regras para demarcação de terras indígenas. Através da PEC caberá ao Congresso Nacional aprovar eventuais propostas de demarcação enviadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Atualmente, o Ministério da Justiça edita decretos de demarcação a partir de estudos feitos pela Funai.

Por Michelle Freitas

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