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Indígenas invadem sede da Seind e pedem a saída de secretário

 

De acordo com a indígena Kaynã Mundurucu, na última reunião, em junho deste ano, ficou acertado que o governador José Melo acataria o pedido - foto: Ione Moreno

De acordo com a indígena Kaynã Mundurucu, na última reunião, em junho deste ano, ficou acertado que o governador José Melo acataria o pedido – foto: Ione Moreno

Insatisfeitos com a atuação do titular da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas, Bonifácio José Baniwa, um grupo de indígenas de diversas etnias invadiu a sede do órgão, localizada no Centro, na manhã desta quinta-feira (20), para cobrar do governador José Melo uma posição sobre o pedido de exoneração de Baniwa.

De acordo com a indígena Kaynã Mundurucu, na última reunião ocorrida na sede do governo, localizado na Zona Oeste, em junho deste ano ficou acertado que o governador José Melo acataria o pedido. Representantes das etnias e o secretário da casa civil, Raul Zaidan, participaram do encontro.

“Estamos aqui pacificamente. Não queremos conflitos, apenas estamos exigindo que o governador atenda o nosso pedido e que ele exonere esse secretário que nunca fez nada pelo nosso povo. Na última reunião, José Melo nos prometeu que iria substituir o titular da pasta, só que dois meses se passaram e nada foi feito. Não sairemos daqui até que ele nos dê uma resposta positiva. Ficaremos no sol e na chuva, com fome, mas não abriremos mão da troca”, salientou.

De acordo com os indígenas, o atual secretário já  está no poder  há quase duas décadas e, durante esse período em que está a frente da Seind, nenhuma melhoria foi realizada nos serviços de saúde, educação e lazer dos povos indígenas.

A Polícia Militar do Amazonas  foi acionada pelos servidores da secretária e evacuou o prédio. Os policiais acompanharam  o movimento durante toda a manhã para  evitar conflitos entre manifestantes e funcionários da Seind.

O atual secretário da Seind, Bonifácio Baniwa, que estava no local, chegou a falar com os indígenas, mas não quis comentar sobre o assunto com a imprensa. Ele afirmou que aguardará a decisão do governador.

A reportagem procurou o Governo do Amazonas para falar sobre o assunto, mas até o momento desta postagem nenhum representante se manifestou.

Por Gerson Freitas

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