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Indígenas fazem manifestação e firmam acordo com a Sepror para produção agrícola

A comissão de lideranças indígenas foi recebida na Seduc - foto: Michelle Freitas

A comissão de lideranças indígenas foi recebida na Seduc – foto: Michelle Freitas

Ao menos 300 indígenas, juntamente com uma comissão,  firmaram um acordo com a Secretaria de Produção Rural (Sepror), após muita pressão, para criar uma política especifica para a produção de alimentos para indígenas.  Os índios foram à secretaria em caminhada, na manhã dessa quinta-feira (18), em manifestação no segundo dia do Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas (Foreeia), que ocorre em Manaus. O grupo ocupou também a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), mas não obtiveram resposta às reivindicações, que dominam a pauta do Fórum.

“Nós temos comunidades indígenas com grande carência alimentar, pela própria geografia das aldeias. Então, a Sepror assumiu um compromisso para priorizar a produção agrícola especifica para os povos indígenas. Hoje, o que existe é a agricultura familiar e banco do povo que não inclui os indígenas. Por exemplo, para você obter empréstimo é baseado praticamente na propriedade da terra, mas os índios não tem a propriedade da terra, porque terras indígenas são propriedades da União. Então os povos indígenas não podem ter sua terra como garantia para o crédito. A Sepror tem até o ano que vem para apresentar isso em prática, quando a marcha volta para checar se tudo o que foi prometido foi cumprido”, disse o presidente do Foreeia, Gersen Baniwa.

A comissão de lideranças indígenas foi recebida na Seduc, pela secretaria de educação em exercício, Calina Hagge, onde entregaram um documento com diversas reinvindicações. Entre elas, a falta do calendário escolar especifico para indígenas e a falta de estrutura nas escolas indígenas.

A secretária em exercício da Seduc, Calina Hagge, explicou que, durante a manhã, foi realizada uma reunião com 10 representantes do grupo. E que a conversa entre a secretaria e a comissão dos indignas foi proveitosa, porem os mesmos optaram em esperar para conversar com o secretario titular do órgão, que não estava em Manaus. “Recebemos a comissão e protocolamos todas as reivindicações. A maioria dessas são pautas nossas, que pretendemos cumprir. Tem coisas que já existem mas podem melhorar e outras que podemos criar. Vamos discutir o que podemos melhorar”, contou.

Sobre a ausência do secretário, Calina comentou que é direito do grupo solicitar a presença do representante. “É o direito deles, essa escolha por conversar com o titular da pasta, mas ele está viajando e deve chegar no final da tarde. Está em uma agenda do Ministério da Educação”, afirmou.

Por Michelle Freitas

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